A segunda sessão ordinária da Câmara Municipal, que aconteceu na terça-feira, dia 18, gerou diversos debates acalorados entre os vereadores presentes. Apenas não esteve na sessão o vereador Antônio Sérgio da Silva, o Serginho da Farmácia (Cidadania).
Entre os principais embates, está o que ocorreu entre o vereador Amarildo Guimarães de Figueiredo, o Ratinho Tendas (Pode), e os vereadores Felipe Augusto Gadiani (PSD) e Gustavo Henrique Bueno (PL), que além de uma discussão direta, também trocaram farpas durante toda a sessão.
Outro debate mais ríspido aconteceu entre o vereador Fernando Donizete Ribeiro, o Fernando Corretor (Republicanos) e Gustavo. Embora em menor escala, Gustavo e Paulo César da Costa, o Paulinho da Prefeitura (Podemos), também protagonizaram uma argumentação mais incisiva.
Prestação de Contas
O primeiro embate foi mais leve e aconteceu após cerca de uma hora e meia de sessão, durante leitura e aprovação do requerimento nº 31/2025, que trata sobre a prestação de contas das entidades, uma autoria dos vereadores Ratinho, Fernando, Maicon do Carmo Canato (Republicanos), Paulinho e Vagner Gonçalves Loiola, o Bilu (Solidariedade).
O requerimento questiona com quais entidades beneficentes a prefeitura tem parceria hoje, como é feita a fiscalização dessas entidades com relação as parcerias e se a prefeitura solicita a prestação de contas das entidades beneficentes. O documento ainda solicita que, havendo documentação, os vereadores possam agendar diligência, para auditar prestações de contas apresentadas nos últimos 5 anos por todas as entidades que possuem parceria com o município.
Na discussão do documento, Bilu fez uso da palavra e disse que foi procurado com questionamento das prestações de contas de entidades que recebem verbas do município. Ratinho explicou que fez esse pedido porque em um dos vídeos publicados pelos vereadores Felipe e Gustavo, eles falam sobre transparência e que vão precisar mandar, no final do ano, suas emendas impositivas. Por isso, segundo ele, era importante saber para quem podem direcionar essa verba, a fim de fiscalizar as entidades. Felipe parabenizou os vereadores pelo requerimento, assim como o vereador Gustavo, que pediu para que os vereadores informem aos demais companheiros sobre a resposta quando receberem.
“A População está Vendo”
O vereador Paulinho pontuou que também foi procurado, assim como Bilu. Disse que quer ver as prestações de contas, os três orçamentos necessários para obras e os documentos das entidades comprovando o pagamento por dinheiro público. Comentou que tem data para fiscalizar esses dados e, veladamente, fez algumas implicações, citando que é uma vergonha que uma entidade coloque uma pessoa que foi condenada para trabalhar, que basta ver o processo.
Gustavo pontuou que seria importante que o vereador fornecesse o nome dessa pessoa, uma vez que estão começando essas diligências nas prestações de contas e que seria importante que soubessem que pessoa que foi condenada que está trabalhando em uma entidade. Paulinho prontamente respondeu que, graças a Deus, a pessoa não está mais trabalhando.
Gustavo se mostrou descontente com a resposta, questionando em que país e mundo que vivem para que uma pessoa seja tratada desta forma e novamente solicita que Paulinho compartilhe o nome.
Paulinho disse que basta Gustavo pesquisar junto aos órgãos competentes e o mesmo responde que não tem conhecimento, que o vereador leva uma situação à Casa de Leis, mas não informa o nome. Gustavo pontuou que é preciso levar a informação completa, porque senão, segundo ele, se torna no mínimo irresponsável a conduta do vereador.
Felipe comentou que concorda com Gustavo e que para apontar o dedo e falar sobre condenação, é preciso falar o nome. Disse que se a pessoa está em uma entidade, acredita que não foi condenada, que pode ser que tenha tido um processo. Ressaltou que acha que Paulinho deveria falar o nome, porque quando tem algo para falar, ele diz o nome.
Gustavo questionou novamente se Paulinho poderia fornecer o nome e o mesmo respondeu que não. Assim, Gustavo comentou que a população está vendo e que o vereador solicita transparência, mas não dá o nome da pessoa que quer questionar.
Transparência
A vereadora Giovana Aparecida de Carvalho da Silva (MDB) fez uso da palavra e parabenizou os vereadores pelo requerimento, ressaltando que se tratando de dinheiro público, transparência é muito necessário. Fernando parabenizou as entidades da cidade e disse que não é contra nenhuma entidade, mas que foi questionado sobre as verbas enviadas e utilizadas pela instituição.
O presidente da Câmara também parabenizou as entidades, informando que o papel do vereador é fiscalizar e que realmente as pessoas estão questionando sobre o assunto. Solicitou que as entidades realizem plano de trabalho para ficarem aptas a receberem emendas impositivas para que os vereadores possam ajudá-las ainda mais. Felipe concordou com Maicon.
Foto: Reprodução Youtube/TV Câmara












