Tijolada Cultural trouxe meio ambiente e cultura às pessoas

Durante a realização da Tijolada Cultural, dois banners chamaram a atenção dos participantes. Um tratando da causa palestina e outro da PL da devastação da Amazônia

Foi um dia de muito aprendizado para quem participou da 7ª Tijolada Cultural realizada na Barragem Eduíno Sbardellini neste domingo, dia 15 de junho, que teve como produtora a engenheira ambiental Melissa Ranzani. O evento gratuito foi promovido por uma rede colaborativa de artistas e produtores culturais da cidade e acolheu uma ampla diversidade de manifestações culturais e artísticas, mediante a aprovação do projeto pela lei Aldir Blanc.
Pequenos atos e gestos ocorridos na Tijolada, levavam os presentes a pensarem e se questionarem, nem que fosse por alguns instantes, sobre vários acontecimentos não só no Brasil, como no mundo.
Assim, quem passou em frente a uma das barracas instaladas no local, se deparou com um enorme banner onde estava escrito: “Não seremos cúmplices do genocídio. Palestina Livre”, que remete aos ataques de Israel contra civis palestinos.
Outro banner dizia: “Não à PL da devastação”, se referindo ao projeto em tramitação no Congresso, que altera o processo de licenciamento ambiental no país e foi alvo de duras críticas da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Em outro local, os sentidos podiam ser testados com artes e comidas indígenas na barraca.
Houve ainda várias outras atividades, como nomeação das muitas espécies de árvores que fazem parte do bosque municipal, apresentação de luta de capoeira, bandas musicais, praça de alimentação, artesanato e dentre as propostas, a elaboração de um “Protocolo de Ações Sustentáveis para Eventos no Bosque Municipal”, que oferecerá diretrizes para organizadores de atividades culturais e recreativas que utilizem o espaço.
Todo o projeto só foi possível graças à Lei Aldir Blanc, instituída em homenagem ao compositor Aldir Blanc, falecido em 2020, em decorrência da Covid-19.
Através da lei, foram contemplados quatro projetos. Os de temática ambiental, como o Eco Cultura, de Ana Carolina Campos Monteiro Pires, com oficina de compostagem, de horta doméstica, de reciclagem de papel, oficina kids com gincana ecológica, oficina indígena sobre o povo Guarani M’bya, e instalação de placas de identificação de espécies arbóreas.
Também aconteceu o projeto Passos pela Terra da produtora Letícia Belchior, onde por meio da dança Neoclássica e Contemporânea, os artistas Letícia Belchior e João Artur deram corpo e ritmo às urgências ambientais do nosso tempo.
Outro projeto foi o Intergeracional da produtora Marília Gonçalves Toneto, uma iniciativa que transformou histórias em pontes entre gerações. Também o projeto Magia Subversiva da produtora Amanda de Oliveira, que celebrou a arte como encantamento e resistência. Das apresentações musicais, o evento contou com Sound Healing, meditação e mantras; sertanejo raiz e moda de viola; MPB, blues, jazz; tambores e cantos tradicionais.

Fotos: Reportagem

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário
Por favor insira seu nome aqui