Sindicato dos Motoristas comenta dificuldades da categoria

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Caminhoneiros durante paralisação em Vargem. Foto: Angelino Jr.

2018 foi um ano difícil para os motoristas

O ano de 2018 foi muito significativo para os motoristas profissionais. Muito por conta da greve de maio, que paralisou o Brasil inteiro. O Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários de Mococa e Região comentou o movimento e também as principais reivindicações atuais da categoria.

Guia do Motorista: Passado dois meses da greve o que mudou no dia a dia dos caminhoneiros e motoristas profissionais?

Sindicato: Com relação aos motoristas profissionais que tanto se esforçam e que é explorada no cotidiano, acreditamos que pouco mudou. Os trabalhadores da atividade de transporte continuam com os velhos problemas relacionados às condições precárias das rodovias, por falta de conservação e manutenção, falta de sinalizações adequadas e sem área de descanso, cargas horárias extensas e rígidas com longas jornadas diurnas e noturnas de trabalho para cumprirem os prazos de entregas, as péssimas condições dos veículos que em muitos casos se apresentam sucateados, a falta de segurança, iminentes a assaltos, sequestros, agressões com risco de morte.

A principal reivindicação dos caminhoneiros era a redução do custo do diesel e nas altas tarifas dos pedágios, dentre outros. Esta paralização foi iniciada pela vontade dos próprios profissionais pela necessidade da sobrevivência pessoal e de seus familiares com o mínimo de dignidade, respeito e integridade. Há tempos estão perdendo o ganho e mal conseguem realizar a manutenção necessária de seus veículos, se deparando com a dificuldade de aumentarem os custos do transporte em razão da crise financeira que assola nosso país e as empresas contratantes.

A reivindicação dos caminhoneiros transcende a sua área de atuação. Na verdade a questão dos combustíveis afeta toda a sociedade e esta deveria ser mais atuante em todas as manifestações mostrando sua indignação com tudo que está acontecendo.

Embora, o movimento de paralisação não enha sido iniciado pelo Sindicato o mesmo em solidariedade deu respaldo e apoio por afetar diretamente os profissionais de nossa categoria. Também representam a vontade de todos os brasileiros. Assim, a luta da categoria sempre será a nossa luta. Mesmo com as negociações feitas com as autoridades competentes, estamos presenciando a demonstração de poucos resultados pela morosidade e dificuldade da colocação das pautas negociadas em prática. É melhor aguardarmos um prazo maior para que tenhamos condições de analisarmos o resultado pretendido com a paralização.

Guia do Motorista: Quais as lutas atuais do Sindicato?

Sindicato: Não querendo ser repetitivo conforme entrevistas em outras oportunidades, o Sindicato continua sendo o representante dos interesses dos trabalhadores, existindo a incessante busca do equilíbrio entre capital e trabalho, deveras vezes desigual e conflituosa, mas temos que ser incansáveis no papel fundamental da organização da classe trabalhadora por uma sociedade mais justa e democrática, com a finalidade de ampliar os direitos individuais e coletivos. Uma das principais atribuições do sindicato é a pratica das negociações coletivas, que asseguram aos trabalhadores por ele representados a possibilidade de ampliar direitos garantidos por lei e adquirir novas conquistas e que tenham suas condições de trabalho e remuneração renovadas pela nossa atuação.

Guia do Motorista: Quais os problemas estão enfrentando nessa situação?

Euardo Giglioli, assistente sindical: Na realidade, todos nós estamos enfrentando sérios problemas devido à instabilidade política e financeira em nosso país, cercada de corrupção e má gestão da coisa pública. Vemos a necessidade urgente de mudanças radicais nos conceitos e procedimentos de nossas autoridades. Deveriam se preocupar mais com o desenvolvimento do país e bem estar da população e melhores alternativas para corrigir o caos da classe trabalhadora que movimenta o país. Em vez da busca incessante dos interesses e benefícios próprios, não se importam com a precariedade da saúde, educação, segurança publica. A classe trabalhadora é a mais penalizada com relação a qualquer medida tomada pelos governos, notamos que é mais cômodo e fácil repassarem o ônus a população em vez de cortarem suas mordomias, benefícios e privilégios dando continuidade à vida de verdadeiros monarcas que estão no poder na esfera executiva, legislativa e judicial. Este judiciário lerdo que fomenta a impunidade. Para finalizar só me resta dizer “Parabéns a todos os caminhoneiros, homens e mulheres, deste Brasil”.

Caminhoneiros durante paralisação em Vargem. Foto: Angelino Jr.

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