Somente pela educação

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O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou na quarta-feira, dia 29, um índice alarmante. No Brasil, mais de sete milhões de alunos estão em situação de distorção de idade-série. Ou seja, são milhões de estudantes que possuem dois ou mais anos de atraso escolar.
Para o Unicef, o estudo “Panorama da distorção idade-série no Brasil” mostra que estar na escola não é suficiente. O fundo observa que além do acesso escolar, crianças e adolescentes têm direito de aprender. Mas esse direito não é garantido a todos no país.
O levantamento faz um diagnóstico do atraso escolar por etapa de ensino na educação básica, por cor, raça e gênero, por regiões brasileiras, áreas rural e urbana e outros recortes territoriais, e também analisa a situação de crianças e adolescentes com deficiência.
“Os mais afetados pelo atraso escolar são meninas e meninos vindos das camadas mais vulneráveis da população, já privados de outros direitos. Por isso, é urgente desenvolver estratégias específicas para alcançar esses diferentes grupos populacionais”, ressaltou a representante do Unicef no Brasil, Florence Bauer.
No estudo, a Unicef ainda apontou caminhos para reverter o cenário. Entre os próximos passos sugere realizar diagnósticos precisos da situação da distorção idade-série em nível municipal e estadual, a partir dos dados do Censo Escolar e estabelecer políticas públicas para o problema, que chamou de fracasso escolar.
Mais do que o desenvolvimento econômico, a grande transformação do Brasil passa obrigatoriamente pela educação. Em outubro, será eleito o próximo presidente do Brasil e o debate em torno das candidaturas tem concentrado aspectos econômicos, de segurança pública, mas pouco tem se discutido a educação. E quando o assunto é abordado, invariavelmente o debate foca aspectos ideológicos e não o ponto central: jovens brasileiros não estão aprendendo.
É preciso focar o jovem estudante. É preciso dar a eles ferramentas que permitam sua emancipação. O que os candidatos estão propondo nesse sentido? Como vão enfrentar o problema do fracasso escolar? Essas são perguntas extremamente importantes e que deveriam ocupar muito mais tempo das discussões do que tem ocorrido atualmente.

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