Vereador Serginho pediu informações sobre ocupação e empregos no Distrito

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Vereador Serginho durante a sessão do dia 1º de junho. Foto: Reprodução Youtube

A ida do diretor à Câmara Municipal deu-se devido ao requerimento assinado pelo vereador Antônio Sérgio da Silva (PSDB), datado do dia 14 de maio, onde solicita ao prefeito Amarildo Duzi Moraes (PSDB) informações sobre o número de terrenos disponíveis atualmente no Distrito Industrial José Aparecido da Fonseca (Tota) e também se há alguma empresa aguardando liberação de terreno para se instalar no parque industrial.
O requerimento aprovado pelos vereadores, tem como justificativa de Serginho da Farmácia que alguns munícipes teriam manifestado interesse em adquirir terreno no local para construir suas empresas e estariam aguardando uma resposta do vereador. “Tem vários terrenos vazios, sem início de construção. A lei é clara, quem recebe o terreno tem seis meses para iniciar a construção. Tem empresário que ganhou o terreno, já se passaram os seis meses e não construiu e queremos saber o por que?”, disse o vereador ao comentar na sessão sobre seu requerimento.
O vereador Paulinho da Prefeitura (PSB) cumprimentou Serginho pela iniciativa de propor o requerimento. Segundo Paulinho, os vereadores são cobrados por empresários que têm faturamento bem maior e querem se instalar no distrito industrial. O vereador disse que precisa saber se a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) dessas empresas permitem eles se instalarem no parque industrial, para poderem pleitear o benefício.
“No sábado passado estive lá na entrada e não gostei do que vi. Têm muitos que ganharam e não construíram”, afirmou. Paulinho disse que a Câmara deveria convidar a Comissão de Desenvolvimento Industrial (CDI) para prestar as informações aos vereadores, como por exemplo, quantos empregos são gerados atualmente no distrito industrial de Vargem Grande do Sul e também os balancetes das empresas.
Outro vereador a fazer uso da palavra foi o presidente da Câmara Municipal, Celso Itaroti (PTB). No seu entender, hoje funciona qualquer ramo de atividade no distrito industrial, que para ele virou bagunça. “Tem até depósito lá, a finalidade inicial do distrito industrial foi para o espaço e isso está errado”, afirmou Itaroti.
Novamente com a palavra, Serginho afirmou que em parques industriais anteriores criados em Vargem, teve empresário que ganhou terreno e acabou vendendo e que há empreendedores querendo áreas para se estabelecer. Ele citou o caso do empresário vargengrandense Ademir Peres da AR Peres, atualmente Peres e Peres Distribuidora que atua no ramo de distribuição de produtos alimentícios e que pleiteou um terreno no Distrito Industrial José Aparecido da Fonseca e não conseguiu devido a problemas relacionado com a geração de empregos na época. “Ele não ganhou terreno até hoje e é uma das maiores empresas de Vargem, com 70 funcionários”, disse Serginho, acrescentando que o empresário paga alto aluguel e não conseguiu se instalar no novo distrito industrial.
Serginho também teceu comentário sobre o plano do prefeito Amarildo em vender os terrenos da antiga rodoviária, localizada no centro da cidade para comprar novos terrenos para a expansão industrial da cidade, para dar às pequenas empresas. “Temos de tentar trazer empresas grandes, para abrir um leque maior de empregos”, afirmou Serginho. Itaroti o aparteou e disse que é a favor de dar terreno para empresas pequenas, mas para a que vai gerar empregos e não as que são simplesmente ser transportadas para lá.

Novo distrito
Após ouvir o diretor de Desenvolvimento e presidente da CDI, Juliano Scacabarozi, o vereador Serginho da Farmácia disse à Gazeta que as explicações dadas pelo diretor satisfizeram os vereadores. No entanto, o vereador ao falar ao jornal Gazeta disse que o prefeito Amarildo Duzi Moraes deveria constituir uma comissão para estudar a implantação de um novo distrito industrial, se é viável, uma vez que o custo é muito grande e o retorno em geração de emprego é pequeno, como está a mostrar o atual distrito. “A realidade na geração de empregos mudou, a cidade deveria se preparar para as novas tecnologias, pensando no futuro. O uso da informática, as pessoas trabalhando em casa, sem ter necessidade de sair, tudo isso deveria ser levado em conta nos estudos para o desenvolvimento econômico e industrial da cidade”, disse Serginho.
Indagado se ao invés de investir tanto dinheiro em um novo distrito industrial, se o município deixasse uma área reservada para expansão de novas empresas e quando uma precisasse de área, o terreno fosse desapropriado pelo município e doado, o vereador acenou que essa ideia poderia fazer parte dos novos estudos a respeito.

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