Troca de rede do Centro deve ficar em R$ 8,6 milhões

Superintendente do SAE, Celso Bruno, disse que a expectativa é economizar cerca de três milhões de água por dia. Foto: Reportagem

Esta semana, quem passou pela Rua Cel. Lúcio pode perceber o trabalho que a empresa Cadre Engenharia Ltda, de Campinas, está realizando na troca dos antigos encanamentos e tubulações do Centro da cidade, uma iniciativa da atual administração do prefeito Amarildo Duzi Moraes visando modernizar toda a distribuição de abastecimento de água do município. A empresa utiliza métodos não destrutivo (MND) realizando as renovações das redes gerando o menor impacto possível, tanto em âmbito social quanto ambiental.
Conforme consta do catálogo da empresa, a utilização desse método inovador impacta na redução dos insumos utilizados na obra, como areia, cimento e asfalto e também na redução do transtorno aos moradores, sendo o grande diferencial destas obras a utilização de tubos de polietileno que, quando soldados, garantem a estanqueidade total da rede, impedindo o surgimento de novos vazamentos de água.
Segundo o chefe do Executivo, apesar de custar um pouco mais caro, este novo método evita um gasto maior devido à grande extensão de asfalto no Centro e também causa menos transtorno no trânsito da cidade. A experiência de troca de tubulação pelo método antigo realizado na Vila Santana, serviu de base para que fosse utilizado no Centro o método MND.
Para executar este trabalho, no ano passado a Câmara Municipal aprovou um projeto de lei que autorizou o empréstimo de R$ 17 milhões na linha de Apoio Financeiro (FINISA) junto à Caixa Federal, para investimento junto ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAE), cujo atual superintendente é Celso Bruno. Só no Centro, está previsto um investimento de R$ 8,6 milhões.
O prazo de pagamento é de 96 parcelas, com 24 meses de carência.
Na justificativa que enviou aos vereadores, o prefeito Amarildo Duzi Moraes afirmou que o dinheiro será utilizado para a substituição do antigo sistema de abastecimento de água do Centro da cidade e também nos bairros da Vila Polar e Santa Terezinha. O dinheiro será repassado ao SAE que o devolverá à prefeitura.

Tubulações antigas
Os recursos destinados ao SAE serão direcionados à Reconstrução da Rede de Distribuição de Água, em áreas mais antigas da cidade, por meio da substituição da antiga tubulação de ferro, por tubulação e ramais em PEAD (polietileno), um material mais resistente e com vida útil maior.
Aproximadamente 3.000 residências e comércio do Centro serão atendidos com as novas instalações de abastecimento que deverão ficar prontas até o final do ano. Estão sendo implantadas novas adutoras que vão de 160 mm a 250mm, redes de 50mm a 60mm e ramais de ½ polegada que irão substituir as antigas que são de ferro. Conforme descreveu o prefeito Amarildo, “essas antigas tubulações encontram-se com incrustações no seu interior oriundas de depósito de materiais o que impede sobremaneira o fluxo do líquido, além de gerar a ocorrência de ferrugem e corrosão em toda a sua extensão demandando frequentes reparos e um enorme transtorno para a população, comprometendo a qualidade da água”.
Na entrevista que concedeu ao jornal Gazeta de Vargem Grande, o superintendente Celso Bruno disse que após a implantação do sistema no Centro, a expectativa é de economizar cerca de três milhões de litros de água por dia. Citou que na Vila Santana após a implantação das novas redes, já se economiza em média dois milhões de litros de água por dia.
“Um dos nossos principais objetivos é, além da qualidade, evitar o desperdício. A rede antiga de ferro tem muitos pontos por onde a água tratada vai sendo desperdiçada, são emendas, furos, dando um enorme prejuízo ao SAE”, afirmou Celso Bruno.
O investimento que está sendo feito no Centro expandido, que compreende quatro setores e vários bairros e o processo de liberação das quadras prontas deverá acontecer aos poucos. “As novas ligações nas residências deverão acontecer quando a rede estiver pronta em determinado número de quadras, já com água, vamos desligando a antiga e após os testes realizados, ligando as novas”, explicou o superintendente.

Empresa deve deixar tudo limpo
Indagado sobre o impacto no dia a dia dos cidadãos vargengrandenses com as obras que estão sendo realizadas, Celso Bruno comentou que no contrato com a empresa, já consta que não deverá haver interrupção de trânsito, salvo exceções e que após o serviço feito, tudo deve estar limpo todos os dias e os danos no asfalto reparados. “Todo o piso asfáltico será recomposto onde foi cortado”, afirmou Celso.
Com relação ao fornecimento da água à população, explicou que vai ser feito suspensão de fornecimento de água programado devido à execução das obras, podendo afetar o Centro ou outros bairros da cidade. “Muitas vezes será necessário mexer no centro de distribuição de água localizado no Jardim Pacaembu, mas toda a cidade será avisada com antecedência”, falou o superintendente do SAE.

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