GCM atua na luta contra o crime

O diretor Rogério Bocamino e o comandante Marco Antônio da Silva concederam entrevista ao jornal. Foto: Reportagem

Quem conheceu a antiga Guarda Civil Municipal (GCM), que tinha por finalidade maior quando foi concebida, de proteger os próprios municipais, hoje se surpreende ao ver as muitas viaturas da GCM pela cidade e também os guardas municipais portando armas e atuando na luta contra o crime e a violência na cidade.
A Guarda foi criada em 1991, durante a gestão do então prefeito José Carlos Rossi e passou a operar efetivamente em 1992. No último dia 18 de fevereiro, comemorou-se, portanto, 32 anos de fundação da GCM no município.
Atualmente a Guarda está sob a responsabilidade do diretor de Segurança e Trânsito Rogério Bocamino, 47 anos, há 28 anos na Guarda e que também ocupa o cargo de coordenador da Defesa Civil. O comandante da Guarda é Marco Antônio da Silva, 49 anos, desde 2002 na GCM e assumiu o comando da mesma em janeiro de 2017. Flávio Dei Agnoli, 47 anos, há 28 anos no trabalho, é o atual subcomandante da GCM.
Hoje a Guarda possui 33 membros efetivos, contando com o comando, diretor e corpo de inspetores, que atuam nas três divisões, Guarda Civil, Trânsito e Defesa Civil. O comando da Guarda cabe ao diretor geral Rogério Bocamino, que se reporta ao prefeito Amarildo Duzi Moraes (Sem partido), estando a Guarda submetida ao gabinete do prefeito.
Diretor, comandante, subcomandante, inspetor, subinspetor, são classes distintas da carreira, que ainda tem os membros da primeira classe, da segunda classe e os da terceira classe, que são os guardas iniciantes. Hoje apenas três mulheres operam na GCM, cujos membros para serem admitidos na corporação, precisam passar por concurso público e várias outras etapas para serem incorporados à entidade.
Na entrevista que concederam ao jornal Gazeta de Vargem Grande, na sede da GCM, situada na Praça Rafael Piconi, nº 10, Vila Polar, o diretor Rogério Bocamino e o comandante Marco Antônio da Silva falaram sobre as transformações que ocorreram na Guarda, o combate ao crime na cidade realizado pela GCM e também comentaram sobre a violência na cidade.
Rogério disse que em 2000 começou-se uma grande discussão a nível nacional sobre a atuação das guardas civis municipais, até que em 2014 foi sancionada a lei federal nº 13.022, que trata do Estatuto Geral das guardas municipais.
Citou que outro importante acontecimento, foi a criação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) em 2018, que integra todos os órgãos de segurança pública existente no país, sob uma política nacional de defesa social única, incluindo as guardas municipais no rol de órgãos de segurança pública.
Hoje, as funções da Guarda Civil Municipal que a princípio foi criada para cuidar do patrimônio municipal, ganhou várias outras funções, como o policiamento preventivo, o policiamento ambiental, atuação no trânsito municipal e o combate aos crimes contra a sociedade, como o tráfico, roubos, furtos e a violência em geral, conforme explicou Rogério Bocamino.

Vargem não é uma cidade violenta
A reportagem do jornal Gazeta de Vargem Grande que já entrevistou o comandante da Polícia Militar, sargento Keniti e o delegado da Polícia Civil, Antônio Carlos Pereira Júnior sobre a violência na cidade, também ouviu o comando da Guarda Civil Municipal a respeito, para quem, a cidade não é violenta, mas que ostenta os mesmos problemas de outras cidades de igual porte da região.
“Vargem não é a mesma cidade de 30 anos atrás, quando formou-se a Guarda Civil Municipal. Hoje percebemos um aumento do tráfico de entorpecentes, que acarreta mais furto e roubos”, argumentou Rogério.
Marco Antônio também falou do aumento da população nestes últimos 30 anos, que praticamente dobrou na cidade e consequentemente, o número de crimes. “Não achamos Vargem uma cidade violenta, porém existem problemas que hoje estão presentes na maioria das cidades brasileiras, sendo o consumo e o tráfico de drogas uma das principais causas da violência urbana”, disseram.

Uso de armas de fogo
Questionado sobre o uso de armas de fogo pelos guardas da GCM, Rogério afirmou que desde 2018 a Guarda tem o porte institucional de armas. “É importante salientar que para que isso ocorresse, foi necessária uma grande transformação que incluíram treinamentos e a formação de guardas civis municipais”, disse. Falou que só após concluída todas as etapas exigidas em matriz curricular nacional e convênio de trabalho com a Polícia Federal, foi possível a GCM ter o porte de armas.
Os guardas municipais de Vargem Grande do Sul são armados com pistolas calibre ponto 40 e ainda a corporação possui armas de calibres longos que são as escopetas calibre 12; carabinas táticas ponto 40 e fuzil calibre 5.56. Segundo Rogério, todos os guardas municipais passam por etapas de avaliação e estão aptos ao porte legal destas armas.
“Vale lembrar que periodicamente os guardas passam por treinamentos e avaliações exigidas pelos órgãos responsáveis, para que possam portar suas armas. São exigências do convênio de trabalho com a Polícia Federal”, frisou o diretor.

Veículos novos nos patrulhamentos
O bom aparelhamento de veículos da GCM pode ser notado no patrulhamento diário da cidade. São quatro caminhonetes, sendo uma destinada à proteção ambiental, outra para a defesa civil e combate a incêndios, além de um jipe Hengler destinado ao canil e duas motos. Como bem acentuou o diretor geral da GCM, todos os veículos são novos, adquiridos na atual gestão do prefeito Amarildo Duzi Moraes.
Com relação ao efetivo, o comandante Marco Antônio afirmou que pelo número de ações e responsabilidade da GCM, haveria necessidade de mais guardas municipais. Lembrou que em 2023 foram atendidas pela Guarda Municipal, 4.233 ocorrências no município. Falou que alguns guardas estão se aposentando e que dois novos foram convocados pela administração municipal.

Boa relação com o prefeito
Tanto Rogério como Marco Antônio, enalteceram o bom relacionamento que a GCM tem com o prefeito Amarildo, afirmando que o chefe do Executivo fez o maior investimento da história da cidade na segurança pública.
“Hoje a GCM de Vargem Grande do Sul é uma referência no Estado de São Paulo, pela estrutura e capacidade de atendimento”, enfatizou o comandante Marco Antônio. “Na região somos reconhecidos pelos nossos trabalhos, como o Canil, que quando solicitado apoia a Polícia Militar e Civil da nossa região”, afirmou Rogério.
Também fizeram questão de falar sobre o bom entrosamento que existe na cidade entre a Guarda Municipal e a Polícia Militar e a Polícia Civil, outro exemplo para as cidades da região. Essa boa convivência entre as três forças policiais do município é importante para o combate à violência e também ajuda na solução dos crimes, disseram.

Implantação da Muralha Digital
O diretor geral de Segurança e Trânsito Rogério Bocamino, acredita que em abril passa a operar o Sistema Muralha Digital em Vargem Grande do Sul. Ele está sendo implantado em toda a cidade, com ênfase nas entradas, saídas e área comercial do município. “Foram cerca de R$ 1 milhão em investimentos, numa parceria entre a prefeitura municipal e o Estado”, explicou.
Serão instaladas 125 câmeras, sendo parte delas com tecnologia OCR, que permite a leitura de placa de veículos. A Muralha Digital classifica e reúne um grande volume de dados em tempo real, que pode ser cruzado com informações de diversas bases de dados, prevenindo e combatendo mais rapidamente a ação dos criminosos que usam veículos para se locomoverem e praticar os crimes.
Explicou Rogério que serão monitorados todos os pontos da cidade, 24 horas por dia, todos os dias da semana na Central de Comunicação e Tecnologia que fica na sede da GCM. “A finalidade é identificar através das placas, veículos suspeitos que transitam pela cidade. Isso é um ganho muito grande para a nossa segurança pública, é como se tivéssemos um policial em cada ponto monitorado”, afirmou Rogério.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário
Por favor insira seu nome aqui