Relembrando Vargem Grande do Sul

José Osvaldo Garcia Leal

150 anos, desses, 60 eu vivi. Imagino como foram esses outros 90, convido você a fechar os olhos e imaginar a Maria Fumaça chegando à estação. Comerciantes aguardando e ou despachando encomendas, pessoas aguardando e ou se despedindo de seus entes queridos.
Aqueles senhores de terno, aquelas senhoras de longo, uma verdadeira festa, uma verdadeira movimentação. Os armazéns ao redor da estação, completamente lotados de sacas de café aguardando uma melhor colocação no mercado.
A praça, ponto de encontro das famílias para um bate papo descontraído, enquanto as crianças brincavam ao redor da fonte. Que época de ouro.
Quantos anônimos nesses 150 anos e quantos personagens em sua simplicidade fizeram a alegria da população: Maria Barão, Jandira, João Punga, Tayde, Tiãozinho, Cido Forquia, Carlinhos (filho do pipoqueiro), Jãozinho, Krau e tantos outros…
E quantos nomes tiraram Vargem Grande do anonimato? Vargem Grande do Junqueira (jogador do Palmeiras), do Jack Ronc (publicitário), do Waldir Troncoso Peres (Advogado Criminalista) do Luís Paulo Aliende Ribeiro (Desembargador) do Ronado Frigini (Juiz), do José Claudio Zan (Promotor), do Tupã (Cantor) e de tantos outros.
Vargem Grande do Cangaceiro, do Meu Nome é Tonho.
Vargem Grande das Cerâmicas, do café, dos confeitos da centenária Padaria Candinho, das Indústrias, do comércio em geral, de tantos produtos comercializados mundo a fora…
Vargem Grande da batata, que hoje vende para o Brasil todo e até exporta, fazendo jus ao cognome da “Capital da Batata”.
Vargem Grande que acolhe, abriga, ampara…
Vargem Grande que comemora…

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