Editorial: É muito, mas extremamente necessário

Começo de ano e toma lá um sem número de impostos que pagamos. Um deles, o que compete ao município, o Imposto Predial e Territorial Urbano-IPTU, vai nos fazer perder o sono e atormentar a todos os contribuintes por estes primeiros meses.
Não é nada desprezível o valor do IPTU que o município arrecada em Vargem Grande do Sul. Foram cerca de R$ 20 milhões no ano passado e este ano a previsão é que possa chegar perto dos R$ 21 milhões. Mas, se levarmos em conta que só na saúde do município os gastos orçados para 2025 são da ordem de R$ 61.825.746,00, veremos que o IPTU a ser arrecadado este ano daria para cobrir tão somente um terço dos gastos investidos na saúde dos vargengrandenses.
É natural que todos reclamemos do pagamento de impostos, afinal, não está nada fácil ganhar o pão nosso de cada dia e, como diz o ditado, os impostos só aumentam e só existem duas coisas certas na vida, a morte e o pagamento dos impostos.
Pagar impostos faz parte da condição humana e do desenvolvimento igualitário das pessoas, pelo menos assim teria de ser. É a maneira que o Estado encontrou de compartilhar a riqueza produzida, cobrando mais impostos de quem ganha mais e investindo em saúde, educação e tantas outras necessidades, principalmente das classes menos beneficiadas.
O que torna intolerável para todos nós, é quando o Estado gasta erroneamente, quanto o que se arrecada não é suficiente para sustentar o enorme paquiderme que se tornou o Estado brasileiro e suas muitas castas privilegiadas, como a dos políticos, leia-se poderes Executivo e Legislativo; os membros do poder Judiciário, os gastos elevados com o pessoal elitizado da Marinha, Exército e Força Aérea, por exemplo.
Sem falar na corrupção que eleva substancialmente os gastos com o dinheiro arrecadado com os impostos. Para sustentar tal gigantismo do Estado brasileiro, necessário se faz tomar dinheiro emprestado e a um juro elevadíssimo, gastando às vezes muito mais do que o governo brasileiro investe em programas sociais.
É dinheiro que em tese, poderia ir para educação e saúde das classes mais desfavorecidas, mas que por deficiência do Estado, acaba indo para a mão dos grandes investidores.
Voltando à situação local, reclamamos sim do IPTU que pagamos todos os meses, mas se olharmos os compromissos que a prefeitura tem em manter uma saúde que atenda o mínimo das necessidades dos vargengrandenses e também da Educação das nossas crianças, as que estão nas creches, na pré-escola e no Ensino Fundamental I – mais de R$ 54 milhões orçadas este ano – cujos valores somados passam dos R$ 110 milhões, veremos que os R$ 20 milhões do IPTU são extremamente necessários para manter somente estes dois serviços básicos à população.

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