Uma vida dedicada às mães e seus bebês

Clívia junto com a companheira de trabalho Cláudia Valéria Maríngolo, com a qual compartilha o dia a dia da maternidade

Não é toda cidade que possui um hospital e sua maternidade funcionando. Cidades vizinhas como Aguaí, São Sebastião da Grama, Itobi, sofrem com a falta deste importante benefício à sua população.
No Hospital de Caridade funciona desde 1972, a Maternidade dr. João Peres e nela trabalha há 10 anos a técnica de enfermagem Clívia Colan Pinheiro Santos, 46 anos, que falou com a reportagem da Gazeta de Vargem Grande sobre seu trabalho e a importância da maternidade para as mães e seus bebês.

Clívia é técnica em enfermagem e trabalha há mais de 10 anos na maternidade do Hospital de Caridade

Neste domingo, dia 11 de maio, comemora-se o Dia das Mães, e a matéria além de discorrer sobre os 100 anos que o Hospital de Caridade está fazendo, aborda também a questão da maternidade e o acolhimento que as mães têm junto à instituição.
A importância de se manter uma maternidade no município é tão grande, que somente no mês de abril foram realizados 47 partos no local e Clívia nestes anos todos, já presenciou o nascimento de milhares de crianças vargengrandenses no Hospital de Caridade. Imaginem se a cidade não contasse com uma maternidade funcionando e a mães fossem obrigadas a se dirigirem a outras cidades vizinhas para terem seus filhos.
“É muito importante termos nossa maternidade funcionando, não só por realizar um bom parto, mas por toda assistência médica que a mãe dispõe. Também para os recém nascidos é fundamental a orientação que as mães recebem das enfermeiras, como ter os devidos cuidados com os bebês e com ela mesma no puerpério”, explicou Clívia.
Todos os partos podem ser acompanhados pelos familiares da parturiente, tanto o normal como os de cesáreas. Disse que quando há um parto difícil, é importantíssimo a presença dos profissionais médicos, do obstetra, do pediatra e da equipe de enfermagem, que contribuem para que tudo transcorra da melhor forma, para a boa saúde tanto das mães, como das crianças.


Hoje, segundo Clívia, a opção da maioria das futuras mães, é pela cesárea, “Elas já vêm do pré-natal com a cesárea agendada”, comentou. A técnica em enfermagem se sente gratificada pelo seu trabalho ao ver as mães realizadas, os pais também, principalmente com a chegada do primeiro filho.
Afirmou que a maternidade do Hospital de Caridade está bem equipada. “Temos tudo que precisamos, quando a situação complica muito, bebês pré-maturos por exemplo, se é pelo SUS, imediatamente através do Sistema Cross, que é a Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde, um serviço do Governo do Estado, procuramos vagas nas UTIs neonatais da região e encaminhamos a mãe para que ela possa ter o melhor atendimento necessário”, comentou Clívia. Mas, segundo a técnica, a maioria dos partos transcorre sem maiores complicações.
A atualmente um estudo junto à direção do Hospital de Caridade, para que a maternidade da entidade se torne regional, atendendo algumas cidades vizinhas onde não existe maternidade, como Itobi por exemplo. Clívia comentou que se de fato isso vier a ocorrer, a parte física da maternidade comporta este atendimento, mas certamente a direção do Hospital, segundo ela, teria que aumentar o atual quadro de funcionários da maternidade.
Mãe de um jovem de 22 anos, falou da beleza que é ser mãe. “Tem partos que me emocionam até hoje. Chego a chorar”, confessou. Comentou que a hora que nasce o bebê, pode presenciar que muitas mães são carentes e o Hospital fornece kits de bebês para estas mães que não tem muito.
“Gosto de ajudar a escolher as roupinhas, entregar para as mães. Acho que ajuda muito, pois elas têm dificuldade em comprar o enxovalzinho”, disse. “Têm aquelas mães que passam por momentos difíceis no parto, a gente acolhe, há uma grande empatia pela outra, e isso me emociona”, comentou.

Fotos: Reportagem

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