Mulheres empoderadas e suas motos: o vento da liberdade sobre duas rodas

Josiane Aparecida Gabriel faz uso da sua Yamaha Fazer nos encontros de motos. Foto: Arquivo Pessoal

Uma estrada no meio de uma bela paisagem, ao fundo, o sol se pondo e no meio da rodovia, uma motocicleta acelerando rumo ao horizonte. Uma cena como essa marcou diversos filmes e se tornou símbolo da liberdade proporcionada ao se conduzir uma motocicleta: o vento no rosto, a velocidade, o contato direto com o ambiente. Tudo isso atrai não apenas o público masculino, mas também, um número cada vez maior de mulheres, que se apaixonam pelo estilo de vida em duas rodas.


“Eu e a moto somos uma só na pista”, diz Josiane Aparecida Gabriel, de 41 anos, ao descrever o sentimento de liberdade que sente quando está pilotando. Moradora da região, ela começou sua trajetória sobre duas rodas aos 30 anos e, desde então, nunca mais parou. Sua primeira companheira foi uma Honda Biz — modelo que marcou o início de uma paixão duradoura.
“Já tive quatro Biz ao longo dos anos”, conta. Hoje, Josiane possui duas motos: uma Biz, usada no dia a dia para o trabalho, e uma Yamaha Fazer, com a qual participa de encontros de motociclistas nos arredores da cidade. “A Biz é prática e econômica, perfeita para a rotina. Já a Fazer é minha parceira de aventura”, explicou.
Segundo ela, o aumento do número de mulheres pilotando motocicletas não é por acaso. “Elas oferecem praticidade, agilidade e são ideais para quem quer autonomia sem depender do transporte público ou de terceiros”, avalia. Além disso, Josiane ressalta que dirigir moto é mais do que um meio de locomoção — é uma experiência sensorial. “O vento no rosto, o contato com a paisagem, tudo isso traz uma paz que só quem pilota entende”, contou.
Apesar de mais de uma década pilotando, Josiane afirma nunca ter passado por situações complicadas no trânsito. No entanto, reconhece os desafios: “Na chuva, o cuidado precisa ser redobrado. A pista fica mais perigosa, e mesmo com capa de chuva, o conforto não se compara ao do carro.” Ainda assim, ela não abre mão da moto. Para ela, as vantagens superam os percalços.
E para quem pensa em seguir pelo mesmo caminho, ela deixa um recado encorajador: “Comece por uma moto de baixa cilindrada, ganhe confiança aos poucos. Não tenha medo. Pegue sua moto e vá. Só quem se arrisca entende o que é viver essa liberdade”, disse.
Josiane é apenas um exemplo de uma nova geração de mulheres que estão tomando as ruas com firmeza e coragem — provando que lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive no guidão de uma motocicleta.

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