Produtor diz que o prejuízo é certo se preço não subir

Gláucio Canela plantou 50 hectares e já está colhendo. Foto; Reportagem

Apesar da boa qualidade do produto, valor da saca desanima agricultores; prejuízo é temido. A safra de batata de 2025 começou no início de julho com boa produtividade e qualidade, mas a baixa no preço da saca preocupa muito. O agricultor Gláucio Canela, que cultiva 50 alqueires no condomínio dos bataticultores, afirma que a expectativa para esta temporada não é animadora.
“Esse ano o tempo ajudou bastante. A batata está bonita, firme, de boa qualidade. Mas de que adianta tudo isso se o preço não cobre nem o custo? Estão pagando R$ 20 na saca de 25 quilos. Assim, o prejuízo é certo”, desabafa Gláucio.


Segundo o produtor, a colheita deverá durar cerca de três meses e meio. No entanto, com o mercado desvalorizado já no início da safra, o temor é de que os próximos meses tragam mais perdas do que lucro.
A mão de obra, por outro lado, não foi um problema. Gláucio explica que trabalhadores de Vargem e de outras cidades continuam procurando o condomínio por meio dos chamados turmeiros — responsáveis por reunir e registrar os trabalhadores durante o período da safra. “A parte de gente para trabalhar está tranquila, o pessoal já chega registrado e começa direto”, conta.


“Comparado ao ano passado, estamos recebendo quase metade pelo mesmo produto, só que com qualidade superior. É desanimador”, afirma Gláucio.
Mesmo com boas condições climáticas e facilidade na contratação de mão de obra, a maior incerteza continua sendo o retorno financeiro. Se os preços não subirem no transcorrer da safra, os produtores da região podem amargar um prejuízo significativo nesta que seria uma das melhores safras em qualidade dos últimos anos

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