
Dando prosseguimento aos estudos para o fortalecimento da cadeia produtiva da batata, aconteceu na segunda-feira, dia 8, uma reunião na Associação dos Bataticultores de Vargem e Região (ABVGS), com a presença de membros da instituição, da Cooperbatata, além de alguns produtores associados, para discutir o tema.
Segundo informou o diretor de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, Juliano Scacabarozi, que participou da reunião, o objetivo foi o Sebrae trazer uma devolutiva sobre a possibilidade de Vargem Grande do Sul reunir condições mínimas (através de registros históricos e de reconhecimento em geral) para pleitear um selo de qualidade/ indicação de procedência “da batata produzida em Vargem Grande do Sul e região”, com a grande potencialidade para indicação geográfica da área.
Explicou que este selo de “Batata da Região Geográfica de Vargem Grande do Sul” poderá ser pleiteado junto ao INPI, após a elaboração de um projeto contendo condições e fundamentos estabelecidos por uma equipe de apoio com produtores locais, poder público e representantes da sociedade em geral, que estabelecerão critérios e condições de adesão dos interessados ao selo em seu produto.
“Um trabalho como este demora geralmente de um ano a um ano e meio para ser desenvolvido antes de ser protocolado junto ao INPI para análise e eventual concessão”, afirmou Juliano.
Para o diretor, todos se mostraram otimistas e dispostos a auxiliarem na elaboração do projeto, pois entendem que o reconhecimento da região geográfica como “Batata de Vargem Grande do Sul” para a cidade pode fomentar a economia local, aumentando o turismo e comércio da cidade, movimentando os restaurantes, por exemplo, em relação ao produto e seus derivados.
“Cumpre ressaltar que a indicação geográfica está presente em várias regiões do Brasil, como o já conhecido Queijo da Canastra, Vinho da Região do Vale dos Vinhedos, Cafés da Região Vulcânica de São Sebastião da Grama”, explicou.
A região geográfica da batata ainda não existe no Brasil e seria a primeira região, ou seja, uma região inédita para o produto.
Agora, conforme Juliano, o primeiro objetivo é encontrar quem financie o projeto, que tem custo elevado.
Explicou que a primeira ideia é pleitear o recurso de custeio do projeto junto ao governo federal através do MEC + Instituto Federal. “No caso buscaríamos a parceria com o Instituto Federal de São João da Boa Vista – para auxílio e elaboração do projeto, sempre supervisionado e orientado em parceria com o Sebrae, que não cobra pelo auxílio”, comentou Juliano.
Adiantou o diretor de Desenvolvimento que o Sebrae já inscreveu a região da batata de Vargem Grande do Sul no edital que destina este recurso e nos próximos meses haverá uma resposta quanto a aceitação deles com este “patrocínio” ou não para a partir daí dar início ao andamento dos estudos e desenvolvimento do projeto.
“Todos estão otimistas quanto do aceite para custeio e viabilização do projeto e posterior aprovação junto ao INPI”, finalizou o diretor.











