
Em entrevista à Gazeta de Vargem Grande, Michelle Sabino, gestora de território e de projetos do Sebrae-SP, explicou o que diferencia as micro das pequenas empresas. “A principal diferença está no faturamento anual. A Microempresa (ME) pode faturar até R$ 360 mil por ano, enquanto a Empresa de Pequeno Porte (EPP) pode faturar entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões. Ambas podem optar por diferentes regimes tributários, como o Simples Nacional. Assim, a diferença consiste pelo porte da empresa e pelo potencial de crescimento”, pontuou.

A título de curiosidade, o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), que usa a receita operacional bruta para definir o porte de um negócio, classifica empresas médias as que apresentam receita média até R$ 300 milhões e as grandes, acima de R$ 300 milhões.

Justamente por serem em maior número e por gerarem a maior parte dos postos de trabalho no país, as micro e pequenas empresas também apresentam crucial importância para Vargem.

“As micro e pequenas empresas são fundamentais para a economia local, pois geram a maior parte dos empregos formais, movimentam o comércio e fortalecem a arrecadação do município. Em cidades como Vargem Grande do Sul, elas também desempenham papel estratégico no desenvolvimento regional, valorizando as vocações locais, como a agroindústria, o comércio e os serviços, e garantindo oferta de produtos e serviços tanto como fornecedoras das empresas como para o consumidor final, gerando mais dinamismo para a economia”, observou Michelle.

Apoio ao empreendedor
A gestora ressalta que o Sebrae, que em Vargem Grande do Sul está instalado junto ao Poupatempo, oferece diversos programas e soluções voltados aos empreendedores, que vão desde capacitações em gestão, marketing e finanças até consultorias personalizadas. “Entre os principais, podemos destacar o Sebrae Delas (focado no empreendedorismo feminino), o ALI – Agentes Locais de Inovação, que leva inovação para dentro dos negócios, e o Seminário Empretec, com ênfase no desenvolvimento de comportamento empreendedor, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e realizado no Brasil com exclusividade pelo Sebrae. O seminário busca transformar o participante, aprimorando sua liderança, identificação de oportunidades, tomada de decisões e, consequentemente, aumentando as chances de sucesso nos negócios. Além disso, há cursos, consultorias e ferramentas digitais para apoiar o empresário em todas as etapas do negócio disponíveis no Vitrine Sebrae (https://digital.sebraesp.com.br/)”, enumerou.

Combatendo a “mortalidade” dos pequenos negócios
Estudo realizado pelo Núcleo de Pesquisa e Gestão do Conhecimento do Sebrae Nacional, com o objetivo de estimar a sobrevivência das empresas mercantis brasileiras abertas entre 2020 e 2024, com base nos dados do Cartão CNPJ da Receita Federal, mostram que a chance de uma empresa continuar ativa até completar 5 anos é de 56,3% para os microempreendedores individuais (MEI); de 84,7% para as Micro e Pequenas Empresas e 77,5% entre as Empresas de Pequeno Porte.

A Gazeta questionou a gestora sobre o que está por trás desses índices e como os micro e pequenos empresários podem fazer para garantir um negócio estável e mais duradouro. Para Michelle, o foco está na gestão. “De fato, a sobrevivência dos pequenos negócios está diretamente ligada à sua capacidade de gestão. Muitos empresários começam com grande habilidade técnica no que fazem, mas sem planejamento financeiro, estratégias de marketing e visão de mercado, o que compromete a longevidade da empresa.

Para superar esse desafio, é essencial investir em gestão profissionalizada, planejamento, inovação constante e qualificação. O Sebrae atua justamente nesse ponto: apoiar os empreendedores para que tomem decisões mais assertivas e consigam crescer de forma sustentável”, finalizou.












