Setor cerâmico, sempre presente no crescimento da cidade

O presidente do Sicov, Ângelo Morandin Ranzani afirmou que o setor emprega mais de 500 trabalhadores

O parque de cerâmica vermelha em Vargem Grande do Sul é parte integrante de seu desenvolvimento histórico e econômico, sendo reconhecido em toda a região. No passado, as primeiras cerâmicas se dedicavam principalmente à fabricação de telhas francesas e também de manilhas e uma das primeiras e mais importantes da época é a Sopil – Sociedade Oeste Paulista Industrial Ltda, fundada em 19 de setembro de 1923 e até hoje em operação.
Também foi um marco no desenvolvimento de Vargem Grande a Cerâmica Vargengrandense S/A, depois Cerâmica Bologna, do industrial Nestor Bolonha, que no auge de sua produção chegou a ter centenas de funcionários, impulsionando o desenvolvimento de Vargem nas décadas de 60 e 70 do século passado, até seu fechamento no final dos anos 80.
Atualmente a cidade se destaca como sendo um dos três polos de cerâmica vermelha do Estado de São Paulo, além de Tambaú e a região de Tatui, embora nas últimas décadas tenha se tornado mais enxuto, uma vez que chegou a ter 35 empresas no ano 2.000.
Mesmo assim, ainda continua sendo um dos pilares da economia de Vargem Grande do Sul, com 21 cerâmicas em atuação, a maioria empresas de pequeno porte, mas que diretamente empregam 526 funcionários e indiretamente deve refletir na vida de mais de 800 trabalhadores do município, pois o setor mobiliza toda uma cadeia de prestação de serviços e compra de produtos e materiais para a sua manutenção. Em média cada cerâmica emprega entre 30 a 50 funcionários.
O industrial Ângelo Morandin Ranzani, atual presidente do Sindicato da Indústria Cerâmica e Oleira de Vargem, e que é também sócio proprietário da Cerâmica Morandin Ltda, estima que o setor cerâmico deve movimentar algo em torno de R$ 50 milhões anuais, fazendo do polo um dos grandes geradores de desenvolvimento da cidade.
A construção civil é uma das primeiras a gerar empregos quando há aceleração da economia do país e este ano o setor vive um bom momento, fazendo com que o setor cerâmico de Vargem venha trabalhado na sua capacidade máxima, produzindo em torno de 10 milhões de peças de cerâmica vermelha por mês, entre lajotas, blocos de vedação, blocos estruturais e acabamento rústico. “O mercado está aquecido, a procura é grande e as empresas estão trabalhando sem estoque, tendo os clientes de aguardar alguns dias para receber os produtos”, afirmou.
A situação era bem diferente até março deste ano, com as vendas paradas, mostrando o quanto é volátil o setor. Cita Ângelo, otimista, que com a volta do programa Minha Casa – Minha Vida do governo federal, a tendência é de maior procura dos produtos e o setor se fortalecer ainda mais.
Sobre o aniversário de Vargem e a importância da indústria cerâmica no crescimento da cidade, o presidente do Sicov afirma que a geração de empregos e movimentação da economia pelo setor que preside, está entre os pontos positivos e reflete no funcionamento de tantas pequenas empresas de barro vermelho funcionando, isso há mais de 100 anos. “É um setor que está muito ligado ao desenvolvimento de Vargem Grande do Sul, desde sua fundação”, comentou.

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