O coração e os músculos esqueléticos não podem ter direito à aposentadoria

Prof. Dr. José Alberto Aguilar Cortez

O envelhecimento é responsável por inúmeras mudanças na composição corporal. A diminuição da massa muscular chamada de sarcopenia é a principal. As consequências mais importantes decorrentes da perda progressiva de massa muscular são: diminuição do metabolismo basal, redução da força muscular e de todas atividades profissionais e de lazer. Nos indivíduos sedentários, a diminuição do gasto energético relacionada também com o estilo de vida sem exercícios, não é acompanhada de redução na ingestão de calorias o que provoca aumento da gordura corporal e excesso de peso. A combinação, metabolismo baixo por falta de musculatura e vida sedentária, acelera a atrofia e aumenta as possibilidades de aparecimento de doenças como a diabetes tipo II, associada a obesidade. A redução da força, também em consequência da diminuição da massa muscular, interfere na qualidade de vida do idoso. A fraqueza dos membros inferiores, por exemplo, prejudica a caminhada e aumenta o risco de quedas e lesões. Muitos estudos comprovam que tais declínios, associados às alterações na composição corporal e na capacidade aeróbia, não podem ser debitados de forma exclusiva para os processos de envelhecimento. O número de horas reservadas para programas de atividades físicas durante a semana, é de importância fundamental para manter a musculatura e níveis elevados de resistência aeróbia. Treinamento com cargas progressivas em aparelhos ou com pesos livres, para homens e mulheres com mais de 50 anos, merecem espaço em sessões de condicionamento físico. Os exercícios devem priorizar os grandes grupos musculares responsáveis pelas atividades do dia a dia. Devem ser realizados com cuidado e lentamente para evitar o risco de lesões. As adaptações morfológicas e metabólicas decorrentes de estímulos bem dosados e praticados com regularidade trazem bem-estar físico, mais segurança e melhora da autoimagem. O aumento da capacidade aeróbia e da força muscular do idoso é o primeiro passo para uma vida social mais ativa, para a manutenção da condição funcional e da independência.

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