Vereador questiona funcionamento da Muralha Digital

Circuito de câmeras da cidade estão recebendo reparos

Requerimento cobra informações sobre valores, empresa contratada e falhas no monitoramento do sistema de câmeras instalado na gestão anterior

Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Vargem Grande do Sul, realizada no dia 20 de outubro, o vereador Paulinho da Prefeitura (Podemos) apresentou o Requerimento nº 149/25, solicitando ao prefeito Celso Ribeiro esclarecimentos sobre o funcionamento e a manutenção do sistema de videomonitoramento conhecido como Muralha Digital, implantado durante a gestão do ex-prefeito Amarildo Duzi Moraes.
A cobrança ocorreu após o parlamentar ser procurado por uma família que teve o túmulo de um ente querido danificado e furtado no Cemitério Parque das Acácias, mesmo local onde, segundo relatos, até as torneiras foram levadas.
Em plenário, Paulinho destacou ainda que no Cemitério da Saudade as câmeras também não estariam funcionando, e classificou como “absurdo” o fato de que até equipamentos de segurança do próprio cemitério foram alvo de furto. O vereador questionou o valor investido no projeto, o nome da empresa contratada para a instalação e manutenção das câmeras, o local de armazenamento das imagens, o prazo de retenção desses registros e os motivos da inoperância dos equipamentos. Também indagou se o sistema é capaz de registrar as placas dos veículos e solicitou informações sobre eventuais períodos em que as câmeras ficaram fora de operação.
O tema abriu um amplo debate entre os vereadores. Serginho da Farmácia (Cidadania) afirmou que o principal problema não estaria apenas na estrutura do sistema, mas sim na fiscalização por parte da Guarda Civil Municipal-GCM, responsável pelo monitoramento das imagens. “Como as câmeras são roubadas e a pessoa responsável pelo sistema não viu que o cidadão chegou e levou? Como não perceberam na tela que aquela câmera apagou?”, questionou. Apesar das críticas, o vereador fez questão de ressaltar o bom trabalho da GCM, mas enfatizou a necessidade de um acompanhamento mais atento.
Outros vereadores também se manifestaram. João Batista Cassimiro (Parafuso) do PSD e Amarildo Guimarães de Figueiredo (Ratinho) do Podemos classificaram como “absurda” a sequência de furtos e danos ao patrimônio público, mencionando ainda multas de trânsito com diferença de apenas 40 segundos entre uma e outra e o roubo de fiação elétrica na Avenida Evelyn, ocorrido logo após o Dia das Crianças.
Paulinho encerrou sua fala reforçando a cobrança por respostas concretas da administração municipal. Ele afirmou que a situação expõe falhas graves em um sistema que deveria garantir mais segurança à população.

Fotos: Reportagem

Prefeitura não respondeu
Na semana seguinte, em 27 de outubro, o jornal Gazeta de Vargem Grande também procurou a Prefeitura Municipal por meio de e-mail oficial, solicitando posicionamento sobre o tema. Contudo, por três semanas consecutivas, não houve retorno. Diante da ausência de resposta, a reportagem entrou novamente em contato com o vereador autor do requerimento, que informou não ter recebido também resposta da Prefeitura até o momento, sobre o requerimento por ele formulado e aprovado pela maioria dos vereadores da Câmara Municipal.

Câmaras estavam sendo reparadas
Enquanto as respostas da prefeitura não vêm, a reportagem do jornal tomou conhecimento que as denúncias feitas na Câmara Municipal acabaram tendo efeito e o prefeito teria solicitado à direção da GCM providências a respeito.
Como o caso levanta questionamentos sobre a efetividade da Muralha Digital, projeto lançado com o objetivo de ampliar a vigilância eletrônica e auxiliar na segurança pública de Vargem Grande do Sul, os vereadores e a população seguem aguardando esclarecimentos sobre o investimento e sobre as medidas que serão tomadas para evitar novos furtos e garantir o funcionamento do sistema.
Durante esta semana, o jornal pode presenciar que equipamentos que fazem parte da Muralha Digital estavam sendo reparados por servidores da prefeitura municipal, provavelmente devido às denúncias feitas pela Câmara Municipal.

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