Desetran comenta sobre uso do cinto de segurança

De 2025 até março de 2026, foram registradas 63 autuações por falta do uso de cinto de segurança. Foto: Imagem Gerada Por IA

Em cidades de pequeno porte como Vargem Grande do Sul, que abriga até 50 mil habitantes de acordo com o IBGE, onde o trânsito costuma ser mais tranquilo e as distâncias são curtas, muitos motoristas e passageiros acabam relaxando em cuidados básicos de segurança — entre eles, o uso do cinto de segurança. A falsa sensação de segurança, comum em locais com menor fluxo de veículos e menos registros de acidentes graves, contribui para que esse item essencial seja frequentemente ignorado, especialmente em trajetos rápidos ou dentro do perímetro urbano. No entanto, mesmo em municípios de menor porte, os riscos existem, e o simples ato de afivelar o cinto pode fazer toda a diferença na preservação de vidas.
A reportagem da Gazeta de Vargem Grande procurou o Departamento de Segurança e Trânsito da prefeitura Municipal para saber mais sobre as ações de fiscalização no município, sendo informado que elas são realizadas de forma contínua, com foco tanto na orientação quanto na segurança dos condutores e passageiros.
Com relação ao uso do cinto de segurança, o Departamento esclareceu que os agentes de trânsito atuam prioritariamente na conscientização da população, orientando motorista e ocupante dos veículos sobre a importância do uso correto do equipamento. “No entanto, quando constatada a infração, as autuações são devidamente registradas conforme previsto na legislação de trânsito”, informou o departamento.
Questionado sobre quantas atuações foram registradas durante todo o ano de 2025, a informação obtida pelo jornal é que foram registradas 53 autuações relacionadas à falta do uso do cinto de segurança no município. Já entre os meses de janeiro e março de 2026, foram aplicadas 10 autuações. O Departamento ressaltou que, neste período, os agentes têm priorizado a orientação aos condutores, reforçando a importância do equipamento para a preservação da vida.
O Departamento de Trânsito também informou que pretende dar continuidade às campanhas educativas ao longo de 2026, assim como ocorreu em 2025. “As ações têm como objetivo conscientizar a população sobre temas importantes para a segurança viária, como o uso do cinto de segurança, o respeito à faixa de pedestres, a importância da utilização da antena “corta-pipa” em motocicletas, além de promover a educação e o respeito no trânsito”, explicaram ao jornal.
De acordo com o diretor Rogério Bocamino, o uso do cinto de segurança é fundamental para reduzir os riscos em caso de acidentes. “Mesmo em velocidades consideradas baixas, como 40 km/h, uma colisão pode provocar impactos significativos. Sem o cinto de segurança, a pessoa pode bater a cabeça contra o para-brisa ou outras partes do veículo, o que pode causar lesões graves, como choques de ondas cerebrais e até sequelas permanentes”, destacou.
Também o jornal questionou se as câmeras instaladas na cidade estão sendo utilizadas para gerar multas, e a resposta dada pelo departamento foi: “Nós não usamos nenhuma imagem da “Muralha Digital” para aplicar autuação de trânsito. Elas servem como observação, não só de cinto de segurança, mas de celular, para a gente poder fazer o diagnóstico do trânsito. Mas não é permitido, lá no departamento, realizar qualquer autuação com as imagens das câmeras. As imagens são para segurança mesmo, só para a parte de segurança pública e não para autuação de trânsito”, informou o responsável pelo Departamento de Trânsito.
Segundo ele, as imagens da “Muralha Digital” só são utilizadas para definir algumas coisas para a campanha educativa que o departamento de trânsito realiza, como antena corta pipa, uso da faixa de pedestre, de celular, uso do cinto. “Nós não utilizamos para fazer autuação”, afirmou.

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