
Aos 50 anos, a engenheira agrônoma Simone de Oliveira construiu uma trajetória de mais de 25 anos no agronegócio, marcada pela atuação à frente do Grupo Santa Vitória, do qual é CEO, e pela presidência da Associação Setembro. Em entrevista ao Jornal Gazeta de Vargem Grande, ela falou sobre carreira, maternidade, desafios pessoais e os valores que considera fundamentais na construção da família.
Casada com Ronaldo, Simone é mãe de Serginho, Sophia e Benjamin, além de avó da pequena Celine. Para ela, a família representa sua principal fonte de força e significado. “Ser avó foi descobrir um amor ainda mais leve… mas tão profundo quanto”, afirmou.

A maternidade, segundo Simone, foi vivida em diferentes fases da vida e trouxe aprendizados distintos. O nascimento do primeiro filho, Serginho, marcou o início de uma nova etapa. “Foi ali que eu aprendi a ser mãe. Com erros, acertos… e um amor que eu nunca tinha sentido antes”, contou.
Durante a gestação de Sophia, Simone enfrentou um dos períodos mais difíceis de sua vida ao receber o diagnóstico de toxoplasmose. Ela relatou que viveu momentos de incerteza e medo diante da possibilidade de complicações na gestação da filha. “Foi uma fase de incertezas. Eu não sabia como minha filha estava se formando, e isso tira qualquer sensação de controle que a gente acha que tem”, disse.

Ela afirma que aquele período provocou uma transformação profunda em sua forma de enxergar a vida. “Eu aprendi a confiar, a esperar e, principalmente, a aceitar. Entendi que precisava amar minha filha da forma que ela viesse”, relatou. Sophia nasceu saudável, mas Simone destaca que o principal aprendizado foi interno e emocional.
Com o nascimento de Benjamin, a maternidade chegou acompanhada de mais maturidade e leveza. “Hoje eu sou mais consciente, mas também mais leve. Mais coração. E tudo bem”, afirmou. Apesar das diferentes fases, ela acredita que a essência da maternidade permanece a mesma. “A essência é a mesma: amor, doação e formação de valores.”
Ao falar sobre a conciliação entre maternidade, casamento e carreira, Simone reconheceu que o equilíbrio absoluto não existe. “Não existe equilíbrio perfeito. Existe escolha diária e presença. Eu procuro estar inteira onde estou, nem sempre é fácil, mas é verdadeiro”, declarou ao Jornal Gazeta de Vargem Grande.

Ela também fez questão de destacar a importância da rede de apoio ao longo de sua trajetória pessoal e profissional. Simone citou Michele, colaboradora que começou a trabalhar com a família quando Serginho tinha três anos e permanece ao seu lado até hoje. “Ela é parte da minha família. Uma presença de confiança, de cuidado e de constância. Tenho uma gratidão muito grande por ela”, afirmou.
Ao refletir sobre os desafios enfrentados ao longo da vida, Simone compartilhou uma das lições que considera mais importantes: o autocuidado. “Se eu não estiver bem comigo, eu não vou estar bem no meu trabalho, na minha família, nem para os meus filhos”, disse. Para ela, o cuidado com os outros começa pela capacidade de cuidar de si mesma. “A primeira pessoa que precisa estar bem sou eu, como mulher, como mãe e como gestora”, observou.

Segundo Simone, esse entendimento foi construído com o tempo e exigiu coragem para lidar com as próprias emoções. “Pra gente estar bem de verdade, a gente precisa ter coragem de mostrar o que está sentindo. Quando você se mostra, as pessoas entendem, respeitam… e você também se acolhe”, afirmou.
Ela também rejeita a ideia de perfeição feminina e da obrigação de dar conta de tudo o tempo inteiro. “Ninguém é super-heroína. Ninguém dá conta de tudo o tempo todo”, ressaltou. Para Simone, a leveza surge a partir da aceitação e da busca por ajuda. “Quanto mais a gente se aceita, busca ajuda e se mostra de verdade, mais leve fica. Porque a verdade, ela liberta”, aconselhou.

O maior orgulho de Simone está na formação dos filhos e nos valores construídos dentro de casa. “Ver meus filhos crescendo com valores, ver o homem, a mulher e a criança que eles são hoje… isso não tem preço”, declarou.
Ao resumir sua visão sobre a vida, Simone afirmou que os momentos felizes devem ser celebrados e os difíceis encarados como oportunidades de crescimento. “Os momentos bons são para celebrar e agradecer. Os momentos difíceis são para buscar força, aprender e crescer”, disse.
A empresária encerrou a entrevista destacando o significado da maternidade em sua trajetória. “Ser mãe não é dar conta de tudo. É dar sentido a tudo”, afirmou. Em tom de gratidão, completou: “Sou muito grata pelos filhos que tenho… e profundamente grata a Deus por ter me escolhido como mãe de três joias preciosas”, finalizou.











