Maternidade transforma rotina e prioridades de personal trainer

“É como equilibrar pratos o tempo todo. Exige presença, organização e, principalmente, uma boa rede de apoio”, disse Camila

Aos 45 anos, Camila Fernandes reúne mais de duas décadas de atuação como personal trainer e empresária, além de se dedicar à graduação em Fisioterapia. Casada com Caetano E. M. Fernandez, ela vivenciou uma mudança profunda em sua vida com a chegada da filha Lorena, hoje com 3 anos, por meio da adoção.
O processo até a formação da família durou cerca de um ano e meio e foi marcado por expectativas e incertezas. “É uma gestação diferente, sem data para ‘nascer’. Não sabíamos quando iria acontecer, mas sabíamos que ia”, relatou. Segundo ela, o momento decisivo ocorreu quando o casal deixou de lado a ansiedade. “Aconteceu quando decidimos relaxar e entregar nas mãos de Deus. Eu acredito muito que Ele sabe o momento certo para tudo, e o nosso chegou no tempo exato”, contou.


A chegada da filha trouxe uma transformação completa. “Um filho muda absolutamente tudo. A vida ganha um novo sentido, o trabalho, os planos, as prioridades”, afirmou. Camila destaca que a maternidade exige uma mudança permanente de perspectiva. “Você nunca mais é a mesma pessoa, porque deixa de ser só você. A maternidade, para mim, foi isso: nunca mais pensar apenas em si.”
Conciliar os diferentes papéis passou a ser um exercício diário. “É como equilibrar pratos o tempo todo. Exige presença, organização e, principalmente, uma boa rede de apoio”, disse. Ela ressalta a importância da família nesse processo. “Não ganhamos só uma filha, todos ganharam uma neta, sobrinha, prima, e cada um participa com muito amor”, explicou. No casamento, a parceria também se mostra essencial. “O pai participa de tudo: cuida, alimenta, dá banho, brinca. Essa construção conjunta faz toda a diferença”, observou.


No âmbito profissional, a estrutura do estúdio foi determinante para garantir equilíbrio. Camila explica que a formação de uma equipe comprometida permitiu que ela se ausentasse em alguns momentos. “Sempre priorizei o alinhamento dos profissionais que trabalham comigo, e isso fez com que eu pudesse viver a maternidade de forma mais presente, com a tranquilidade de que o trabalho continuaria sendo conduzido com responsabilidade”, comentou.


Entre os desafios, ela aponta a necessidade constante de dividir a atenção entre as diferentes áreas da vida, especialmente durante o período em que ainda cursava sua segunda graduação. “Quando minha filha chegou, eu ainda estava no meio da faculdade e hoje, quase concluindo, vejo que isso só foi possível com muita organização, diálogo e escolhas bem definidas”, pontuou. Ainda assim, reforça uma prioridade inegociável: “Existe algo do qual eu não abro mão: o tempo com a minha filha”, afirmou.


Camila também destaca o papel da rede de apoio no dia a dia. “A maternidade não precisa, e nem deve, ser solitária. Ter uma família presente torna o caminho mais leve e mais bonito”, disse. Ao mesmo tempo, reconhece as exigências emocionais da rotina. “Não existe um ‘botão de desligar’. A gente está sempre conectada, pensando, cuidando, organizando”, destacou.


Apesar dos desafios, os momentos de orgulho se sobressaem. “Sem dúvida, a família que estamos construindo. A história que estamos vivendo juntos”, afirmou. Para ela, a maternidade foi uma escolha consciente. “Ser mãe foi algo profundamente desejado. Nada foi por acaso”, disse.
Neste Dia das Mães, Camila resume a experiência como um processo de transformação contínua. “A maternidade representa amor em uma dimensão que eu não conhecia. Representa força, entrega, presença.” E conclui: “É entender que, mesmo em meio a tantos papéis, como profissional, esposa, estudante existe um que conduz todos os outros: o de mãe”, finalizou.

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