
Gerou cobrança do prefeito Celso Ribeiro (Republicanos) junto a seus diretores responsáveis, a matéria publicada na semana passada pelo jornal Gazeta de Vargem Grande intitulada “Vereador questiona funcionamento da “Muralha Digital”, onde o vereador Paulinho da Prefeitura (Podemos) e outros vereadores debateram a questão durante a sessão ordinária do dia 20 de outubro.
Durante a sessão, foi aprovado o requerimento do vereador do Podemos, que pedia ao chefe do Executivo esclarecimentos sobre o funcionamento da “Muralha Digital” e outros sistemas de câmeras de monitoração instaladas pela prefeitura municipal durante a gestão do ex-prefeito Amarildo e que não estariam funcionando adequadamente.
As críticas foram pesadas devido aos furtos que aconteceram no Cemitério da Saudade, que é monitorado pelas câmaras, o que foi classificado como absurdo pelo vereador Paulinho. O vereador Serginho da Farmácia afirmou que o problema também estaria junto à Guarda Civil Municipal (GCM), que é encarregada de monitorar as imagens. A prefeitura na ocasião, não respondeu às questões formuladas pelo jornal a respeito do assunto.
A “Muralha Digital” é um sistema que integra recursos de vigilância, como câmeras instaladas em vários pontos da cidade, inteligência artificial (IA) e uma equipe de monitoramento em tempo real. Em Vargem pode-se notar nas principais entradas e saídas da cidade e também em várias vias públicas, o sistema implantado com várias câmeras funcionando. Ele é usado para prevenir ou combater a criminalidade, ajudando a rastrear suspeitos em caso de roubo, furtos, placas clonadas, acidentes graves de trânsito e outros incidentes. As câmeras fazem a leitura de placas de veículos.
Prefeitura presta esclarecimentos
Esta semana, o diretor Carlos Eduardo Scacabarozi do Departamento de Tecnologia da Informação e Inovação fez algumas pontuações, esclarecendo alguns fatos sobre a matéria publicada na semana passada sobre a questão da segurança do município envolvendo as câmeras de monitoramento. Segundo o diretor, é necessário primeiramente separar a “Muralha Digital” das câmeras de segurança dos patrimônios, como cemitérios, prédios e praças públicas.
“A Muralha Digital é composta pelas câmeras que estão nos principais pontos da cidade, instaladas nos postinhos adequados para isso. As câmeras de segurança dos patrimônios são as que ficam internas dentro dos prédios públicos, como a do cemitério que foi citada na matéria e inclusive, como foi dito, foi reposta”, afirmou o diretor. As imagens tanto da “Muralha Digital” quanto das câmeras de patrimônio público, chegam na sala de monitoramento instalado na Guarda Civil Municipal (GCM).
Explicou que a “Muralha Digital” desde que foi instalada e inaugurada vinha apresentando algumas instabilidades devido a fibra ótica, parte elétrica e outras configurações que são de responsabilidade da empresa vencedora da licitação para a instalação do sistema em Vargem, a SmartSeg. “Essas instabilidades comprometeram o funcionamento integral das câmeras”, disse Carlos Eduardo, mais conhecido como Canarinho, afirmando que das 135 câmeras instaladas, apenas 30% estavam em seu funcionamento total o que comprometia o trabalho de auxiliar na segurança.
A cobrança do prefeito Celso Ribeiro para que fossa dada as devidas explicações à população, é que desde o início da sua administração no começo deste ano, o prefeito acionou a empresa SmartSeg para executar os ajustes necessários para o funcionamento integral da “Muralha Digital”, que é monitorada pela Guarda Civil Municipal.
Segundo o diretor Carlos Eduardo, na última semana dois profissionais da empresa estiveram em Vargem Grande do Sul fazendo o trabalho definitivo de configurações em cada ponto onde as câmeras estão instaladas. Este trabalho foi acompanhado pela equipe da Prefeitura e do departamento de Tecnologia que auxiliou na realização dos ajustes.
“Uma tecnologia que não funcionava era a tecnologia LPR, que é a que faz a leitura de placas de veículos que vai estar sincronizada com o sistema chamado Córtex. “É este sistema que identifica se algum veículo que adentre ou esteja na cidade, foi produto de furto, participou de algum roubo ou sequestro ou cometeu algum crime. Agora com essa instalação completa de todas as tecnologias é possível realizar este trabalho dentro do município”, afirmou Canarinho.
O diretor informou ainda que das 135 câmeras, 19 apenas não estão funcionando devido a acidentes que ocorreram e danificaram os postes interrompendo os sinais. “Mas a equipe da GCM está fazendo a manutenção destes postes e estas câmeras também entrarão em operação, deixando a Muralha Digital com 100% de funcionamento cumprindo seu papel de auxiliar na segurança das ruas da cidade”, afirmou o diretor. “Então hoje nós temos na Muralha Digital 84 câmeras fixas; 17 câmeras Dome, que são aquelas câmeras que giram 360 graus e 34 pontos de LPR que são as câmeras com tecnologia de leitura de placa”, destacou o diretor.












