Em 1926, a “Rua do Commercio” ostentava muitas lojas

Início da Rua do Comércio em 1926, podendo ver o antigo prédio que hoje é a Casas Pernambucanas

Há praticamente um século atrás, em 1926, há farta documentação das lojas que tinham na Rua do Comércio através das páginas do jornal “A Imprensa”, fundada em 1908 pelo jornalista Francisco Octaviano, apenas 24 anos depois da data considerada como o da fundação da cidade (1874), que naquela época ainda era um distrito de São João da Boa Vista, só vindo a emancipar-se em 24 de fevereiro de 1922.

Publicidade feita pelas lojas há cem anos, no jornal A Imprensa

Se em 1893, com uma população de 1.319 moradores, Vargem Grande do Sul possuía sete comércios, conforme estatísticas publicadas na edição de 21 de junho de 1926 do jornal “A Imprensa”, em 1925, após ter se tornado município, a população da cidade tinha saltado para 12.600 moradores e o número de comércios para 63 em 1926 e já tinham 71 automóveis.


Algumas das lojas localizadas na Rua do Comércio no ano de 1926, quando ela era ainda de terra, anunciaram suas propagandas na edição do jornal “A Imprensa”, que circulou com uma edição especial naquele ano, comemorando 18 anos de fundação do jornal em junho de 1926.


Focando no comércio natalino, algumas lojas localizadas na Rua do Comércio poderiam vender artigos para o longínquo Natal daquele ano, como calçados, tecidos, brinquedos e alimentos para as ceias natalinas no início do século passado.
Na altura do número 57, estava instalada a Alfaiataria Corrêa, de Celestino Corrêa, onde se lê “variados sortimento de camisas, brins, “palm-beach”, “colletes” e calças de fantasias”. O Armazém de Seccos & Molhados Constantino Abrahão, anuncia em ¼ de página o seguinte: “Loja de fazendas (tecidos), armarinho, roupas feitas, “chapéos”, calçados, cal, cimento, armas, tintas, etc…”. A loja estava instalada Na Rua do Comércio, nº 40.

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