Passados todos os problemas que envolveram o pedido de instauração da CEI do SAE, tudo indica que ela será constituída nesta segunda-feira, dia 15, durante a sessão ordinária da Câmara Municipal, com o sorteio dos seus três membros, seus dois suplentes, que deverão escolher o presidente e o relator da CEI.
A instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) pela Câmara Municipal é um dos instrumentos mais relevantes de fiscalização do poder público. Quando bem conduzida, ela se transforma na ponte entre a sociedade e a transparência administrativa, garantindo que denúncias de possíveis irregularidades não sejam ignoradas, mas analisadas com rigor, responsabilidade e imparcialidade.
No caso da CEI instaurada para apurar suspeitas relacionadas ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAE), sua função ganha ainda mais peso. Afinal, trata-se de um órgão essencial para a vida cotidiana da população — responsável por abastecimento, saneamento, manutenção da rede e investimentos estratégicos que impactam diretamente a saúde, o meio ambiente e o desenvolvimento econômico do município.
Em Vargem Grande do Sul, a CEI do SAE vai investigar acontecimentos relacionados durante a gestão do ex-prefeito Amarildo Duzi Moraes, cujo superintendente foi Celso Bruno e também o que aconteceu neste primeiro ano de governo do atual prefeito Celso Ribeiro.
Como a principal função de uma CEI é investigar fatos determinados, os vereadores vão poder reunir documentos, ouvir testemunhas, solicitar informações técnicas, convocar servidores e analisar contratos, sempre com foco em esclarecer se houve, ou não, falhas administrativas, má gestão, omissões, uso indevido de recursos ou outras irregularidades. Essa apuração deve ser minuciosa, mas também justa, evitando conclusões precipitadas e priorizando a verdade factual.
Tanto o atual prefeito Celso Ribeiro, como o ex-prefeito Amarildo Duzi Moraes e o ex-superintendente Celso Bruno, em recente entrevista ao jornal Gazeta de Vargem Grande, se disseram tranquilos, que os vereadores estão cumprindo seus papeis de fiscalização e que não havia nada a ser escondido da população.












