
A Rua do Comércio vive em constante transformação, poucos são os prédios originais das décadas do início do século passado que ainda restaram. Das antigas lojas de armarinhos para as atuais lojas que vendem produtos importados e mais baratos, que ficaram conhecidos como “Lojas de R$ 1,99”, a rua vai mudando e se moldando ao comércio atual.
Para falar um pouco sobre as antigas lojas nesta reportagem especial para a Edição Especial de Natal e complementando as matérias já publicadas sobre o mesmo tema no Guia de Compras de Natal 2025, o jornal conversou com Antônio Onofre Scacabarozi, 76 anos, o conhecido Alemão Scacabarozi, que relembrou a história da rua onde ele passou parte de sua infância e juventude.
Fotos: Reportagem/acervo Virgílio Forlin

Para que os leitores possam se situar mais sobre as lojas da antiga Rua do Comércio e onde elas se localizavam, foi-nos revelando que a Loja da Dona Palmira, localizava-se onde hoje é a Droga Raia, ao lado da Pernambucanas e era um bazar que vendia de tudo, produtos para o Natal, como peças para se fazer presépios, etc. Ao lado dela, ficava a Casa Coury.

Onde funcionou o antigo bar do Paulo Martins, na esquina da Rua do Comércio, naqueles idos do início do século passado, funcionava o Armazém de Secos & Molhados de Constantino Abrahão; logo depois, onde hoje é o consultório dentário de João Vicente de Souza, era o armazém de José de Deus Rodrigues, muito procurada na época. A Padaria e Confeitaria Luzitana, de Pedro Buscaratti, que depois foi de Armando Zampar, ficava na esquina onde hoje é a Eduardo’s Modas, ao lado da também Padaria Candinho.

Onde hoje é a Ideal Color já foi uma das famosas sapatarias de antigamente, a Sapataria Central, que pertenceu a Raimundo Feminelli. Alemão lembra com muita nitidez da Casa Gebara, também conhecida como “Loja do Jacaré” – que ganhou este apelido por ter um pequeno jacaré no alto do prédio e que pertenceu à José Gebara, e funcionava onde hoje é o Carrilhão, na esquina da Rua do Comércio.
Recorda Alemão da saída para Grama, onde existia o campinho do Zecão, onde hoje é o Residencial Santorini e em frente funcionava a loja do Adelar Franchi, na esquina onde hoje é o salão de cabeleireiro Marcelo Studio. Outra loja que atendia uma grande freguesia e vendia de tudo.

Um pouco mais à frente, na esquina da Praça Washington Luís, onde hoje é a Altas Horas, funcionou a bem montada venda de Santiago Aliende, um dos bons armazéns de antigamente e em frente, onde hoje é o Bueno Presentes (Loja de 1,99) funcionou a mercearia do Chico Neto. Logo depois dela vinha a Mercearia São João, de João Ferri, cujos filhos depois montaram o Supermercado Estrela. Certamente os Natais daquela época, os almoços, jantares e ceias, tinham os produtos destes armazéns.











