Agente de saúde em São João é presa por vender remédios irregulares

Segundo informações divulgadas pelo portal G1, policiais das Delegacias de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) e de Investigações Gerais (DIG) cumpriram mandado de busca na residência de uma agente de saúde suspeita de comercializar medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na ocasião, foram apreendidos remédios irregulares, seringas, uma máquina de cartão, prontuários e receituários.
No quarto da investigada, os policiais encontraram aplicadores ginecológicos, uma seringa com dispositivo de segurança e quatro caixas do medicamento Pondera. Na geladeira, foram localizados dois itens considerados ilícitos: uma caixa de Retratuíde, de origem alemã e sem licença da Anvisa, e um medicamento chamado Tirzepatida, vindo do Paraguai e similar ao Mounjaro. Sobre o eletrodoméstico, havia ainda 50 seringas para aplicação. No quintal, em caixas de papelão, os agentes encontraram prontuários, receituários e outros documentos médicos.
Após as buscas, os policiais se dirigiram à unidade de saúde onde a mulher trabalhava. O enfermeiro-chefe informou que os aplicadores ginecológicos, a seringa e as caixas de Pondera pertencem à unidade e são amostras grátis, guardadas em locais de acesso restrito. Questionada, a agente confirmou que vendia os medicamentos ilícitos, afirmou ter retirado o Pondera da farmácia da unidade e disse manter documentos em casa para destruição, por ordem de um superior.
Com autorização judicial, o celular da investigada foi analisado na delegacia, após ela fornecer a senha. Os policiais encontraram mensagens que indicam a comercialização dos medicamentos irregulares. Segundo o delegado Davi Ferreira, a mulher responderá por venda de medicamentos sem registro na Anvisa, ocultação de documentos públicos e peculato. Ela passou por audiência de custódia e segue à disposição da Justiça.
A Prefeitura de São João da Boa Vista informou, em nota publicada pelo G1, que determinou a abertura de procedimento administrativo para apurar o caso e reforçou que não compactua com irregularidades no serviço público.

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