Com a proximidade do início da Copa do Mundo de 2026, marcada para sexta-feira, 11 de junho, e a estreia da Seleção Brasileira prevista para o dia 13 diante do Marrocos, a expectativa dos torcedores cresce em todo o país. Em Vargem Grande do Sul, a Gazeta de Vargem Grande ouviu nomes ligados ao esporte local para saber quais são as perspectivas para os jogos do Brasil, a avaliação do trabalho do técnico Carlo Ancelotti e as chances do Brasil conquistar o tão sonhado hexacampeonato.
Ex-zagueiro profissional, com carreira em clubes nacionais e internacionais, e atual diretor de Esportes de Vargem Grande do Sul, André Leone acredita que a Seleção terá uma estreia complicada diante do Marrocos, equipe que, segundo ele, vem apresentando crescimento e bons resultados nas últimas competições. Para André, apesar das dificuldades, o Brasil tem condições de avançar de fase e evoluir ao longo do torneio. Ele também destaca que a equipe vive um período de transição, reunindo jogadores experientes e jovens que disputarão sua primeira Copa do Mundo.
Na avaliação do dirigente esportivo, o principal desafio da comissão técnica é transformar o grupo em uma equipe sólida e competitiva. André ressalta que grandes nomes não faltam ao elenco, mas considera fundamental a construção de um conjunto forte para alcançar o título. Entre os atletas que podem se destacar, ele aposta principalmente nos jogadores de ataque, citando Vinícius Júnior, do Real Madri, como um dos nomes com potencial para decidir partidas importantes. Também vê com bons olhos a participação de jovens talentos que podem surpreender durante a competição.
O fisioterapeuta e técnico Felipe Carossi, treinador e fundador da AFA Futsal, compartilha do sentimento de esperança que tradicionalmente acompanha o início de cada Copa do Mundo. Para ele, o Brasil ainda está assimilando as ideias de Carlo Ancelotti, situação considerada natural em função do pouco tempo de trabalho do treinador à frente da equipe. Felipe acredita que o confronto de estreia será o mais difícil da fase de grupos e vê a possibilidade de vitória, embora admita cautela diante da força do adversário.
Felipe destaca ainda a trajetória vitoriosa de Ancelotti e considera que a principal característica da Seleção atual será a força coletiva. Na sua visão, o Brasil tende a ser uma equipe mais competitiva do que espetacular, mas suficientemente forte para sonhar com uma vaga na decisão do torneio. Ele avalia que o início do trabalho pode pesar nesta edição da Copa, mas acredita que a Seleção seguirá entre as favoritas também nos próximos ciclos.
O presidente da Associação Atlética Vargeana, Marcos Antônio de Moraes, demonstra confiança no desempenho brasileiro desde a primeira partida. Segundo ele, a chegada de Carlo Ancelotti representou um ganho importante para a Seleção, principalmente pela experiência acumulada pelo treinador nas principais competições do futebol mundial. Marquinhos considera que a convocação foi acertada e afirma que a presença ou ausência de determinados jogadores não altera sua confiança no trabalho desenvolvido pela comissão técnica.
Entre os possíveis destaques da equipe, ele aponta Neymar como o principal nome, caso esteja entre os titulares. Para ele, o atacante do Santos continua sendo um atleta diferenciado e capaz de decidir partidas importantes. O dirigente também acredita que o Brasil reúne condições de lutar pelo sexto título mundial. Apesar de reconhecer que o futebol é imprevisível, ele afirma estar otimista com o projeto conduzido por Ancelotti e vê grandes possibilidades da taça voltar ao país.
Outra opinião ouvida pela reportagem foi a de Fábio Fontão, um dos treinadores do time Raio/DEL. Para ele, o equilíbrio tem sido uma das principais características do futebol mundial. Segundo Fontão, atualmente poucas seleções entram em campo com amplo favoritismo, citando França e Espanha como exceções. Na avaliação do treinador, o Brasil deverá encontrar dificuldades na estreia diante do Marrocos, mas acredita que a caminhada pode se tornar menos complicada dependendo do desempenho apresentado na primeira partida. Sobre a equipe montada por Carlo Ancelotti, ele considera que a base escolhida era praticamente consenso e que faria poucas alterações. Fontão avalia que a principal força da Seleção está no jogo coletivo, já que não enxerga atualmente um atleta capaz de assumir sozinho a responsabilidade nos momentos decisivos. Apesar de reconhecer o talento de Neymar, entende que o jogador não reúne mais as condições físicas para exercer esse papel contra as principais seleções do mundo. Mesmo considerando difícil a conquista do título, ele acredita que o Brasil possui chances de chegar longe, desde que consiga apresentar um desempenho coletivo consistente ao longo da competição.
Com 38 anos de atuação como professor de Educação Física, Alexandre Medri Marti, que coordena equipes no Tênis Clube, também compartilhou sua expectativa para a participação da seleção brasileira. Ele demonstrou confiança em uma boa campanha do Brasil já na fase inicial da competição.
Fotos: Reportagem/Arquivo Pessoal
Segundo Alexandre, a seleção não deve encontrar grandes dificuldades na primeira fase. Para a estreia diante de Marrocos, ele acredita em um desempenho positivo da equipe, que, em sua avaliação, vive um momento de crescimento sob o comando de Ancelotti. “O Brasil passa da primeira fase e não vai ter dificuldade”, afirmou. Sobre a partida de estreia, o professor arriscou um placar favorável: “Acredito que vai ser um jogo de 3 a 1”.
Sobre o elenco, Alexandre destacou a qualidade dos jogadores. “Temos vários jogadores que podem se destacar. A seleção tem bastante nome e ótimos atletas”, comentou. Para ele, o time montado por Ancelotti apresenta um sistema ofensivo promissor. “Parece ser um bom time e eu acredito que vai ser um ótimo jogo e uma ótima Copa”, avaliou.
Apesar do otimismo, o professor ressalta que a conquista do sonhado hexacampeonato dependerá principalmente da dedicação e do comprometimento do time. “Trazer esse hexa vai depender inteiramente dos jogadores do Brasil se esforçarem ao máximo”, disse. Alexandre lembrou que a Copa do Mundo reúne as melhores seleções do planeta e exige um nível de entrega superior dos atletas.
“A Copa do Mundo é o campeonato mais top de todos. Não é só o Brasil que está lutando para ser campeão, tem vários times muito bons”, observou. Segundo ele, vestir a camisa da seleção em um Mundial representa a realização de um sonho para muitos atletas. “Em toda a vida, os jogadores sonham em estar em uma Copa do Mundo. Agora eles têm que dar tudo para poder trazer esse hexa para o Brasil”, concluiu.
















