O Brasil encerrou a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 na liderança do Grupo C, com sete pontos conquistados em três jogos. A campanha teve início com um empate por 1 a 1 diante de Marrocos, seguido de uma vitória por 3 a 0 sobre o Haiti e, na última rodada, mais uma goleada, desta vez por 3 a 0 sobre a Escócia, em Miami. Com o resultado, a seleção verde e amarela avançou à fase eliminatória com autoridade e embalada pelo ótimo momento de seus principais jogadores.
O grande nome do Brasil na primeira fase foi, sem dúvida, Vinícius Júnior. O atacante do Real Madrid marcou quatro gols em três jogos — um contra o Marrocos, um sobre o Haiti e dois diante da Escócia e liderou a artilharia ao lado de nomes como Kylian Mbappé e Erling Haaland. O camisa 7 se tornou o primeiro jogador da seleção brasileira a marcar em cada um dos três primeiros jogos de uma Copa desde a geração de 2002, igualando feitos de Jairzinho (1970), Romário (1994), Ronaldo e Rivaldo, todos campeões do mundo. Além dos gols, Vini participou diretamente de todos os tentos brasileiros nas duas primeiras rodadas, acumulando também assistências decisivas.
Japão
O adversário da próxima segunda-feira não será nada simples. O Japão chegou ao mata-mata após campanha sólida no Grupo F, com cinco pontos conquistados. A equipe chama atenção pela organização tática, equilíbrio defensivo e eficiência nas transições ofensivas, com jogadores como Ayase Ueda, Daichi Kamada e Keito Nakamura elevando o nível do setor ofensivo. Os Samurais Azuis chegam à fase eliminatória sem saber o que é derrota há dez partidas e já acumulam vitórias históricas, incluindo um 1 a 0 sobre a Inglaterra em Wembley e uma goleada por 4 a 1 sobre a Alemanha em 2023. No ano passado, o Japão também venceu o Brasil de virada, por 3 a 2, em amistoso realizado em Tóquio, resultado que acendeu o alerta para o duelo desta segunda-feira, dia 29, às 14h, no Estádio de Houston, no Texas (EUA).
Fotos: Arquivo Pessoal/ Facebook e Vini Jr
Torcida em alta
A expectativa dos torcedores de Vargem Grande do Sul segue em alta. A moradora Andréa Cavalheiro Berdum, de 46 anos, demonstra confiança na vitória e aponta Vinícius Júnior como o grande trunfo da seleção. Para ela, o atacante reúne velocidade, habilidade e poder de decisão suficientes para fazer a diferença diante de qualquer adversário. Na mesma linha, Jaqueline Gutierrez da Cruz, de 39 anos, não tem dúvidas sobre o desfecho. “O Brasil vence, né? Nosso craque Vini vai entrar em campo para fazer bonito, independentemente do adversário”, afirmou.
Já Guilherme Stefanini Bortoloto, de 38 anos, que também está confiante na seleção, faz uma leitura mais técnica e chama atenção para outro nome da equipe. “O Rayan está se destacando bastante. É um atacante jovem e com um futuro muito promissor no futebol”, avaliou, elogiando o mais jovem jogador convocado por Carlo Ancelotti para o Mundial. Michel Jussiani, de 32 anos, concorda com o otimismo, mas pede foco coletivo. “Se a seleção mantiver a cabeça focada e fortalecer o entrosamento do time, temos chances de ir em busca da taça. O Vini Júnior é, com certeza, o craque. Está jogando bonito, com amor à camisa, e é isso que precisamos”, disse.
Caso o time vença o Japão, a seleção brasileira terá pela frente nas oitavas de final o vencedor do confronto entre os segundos colocados dos Grupos E e I. As equipes com chances de ocupar essas posições incluem França, Noruega, Costa do Marfim e Equador, todas seleções de peso, o que mostra o nível de dificuldade do caminho rumo ao tão sonhado hexacampeonato.

















