
A Barragem Eduíno Sbardellini inaugurada em 2004, mostrou que a cidade poderia investir mais em reservação de água, aproveitando o potencial do Rio Verde e suas áreas de várzeas. Na época, a situação do abastecimento de água da cidade era muito complicada e corria o risco de acontecer um grande desabastecimento, pois a cidade havia crescido muito nas últimas décadas e a captação de água era a mesma no Rio Verde.
Em 2000 havia 36.302 moradores na cidade, segundo os dados do IBGE e a estrutura de captação era ainda a mesma de quando a cidade tinha cerca de 11.000 pessoas.

Conforme matéria publicada pela Gazeta de Vargem Grande, após três anos e meio de construção, tendo na administração municipal o então prefeito Celso Ribeiro, a barragem com uma área alagada de 220.000m2 (9 alqueires) e capacidade aproximada de 500.000m3 de reserva de água bruta, foi inaugurada no dia 19 de setembro de 2004 e levou o nome do industrial Eduíno Sbardellini, com a população dando um grande abraço na obra que se tornaria um divisor de água na história do abastecimento de Vargem Grande do Sul.

Para construí-la a prefeitura contou com a participação do governo estadual, através do DAEE, cujos engenheiros elaboraram todo o projeto técnico; com a parceria de empresários vargengrandenses e também com verba do governo federal. “O antigo sonho do prefeito Celso Ribeiro só foi construído graças à sua obstinação e também por contar na sua equipe de governo com técnicos e funcionários que abraçaram a causa”, cita a matéria.

No projeto de Celso e sua equipe, constava a construção de um novo sistema de captação, nova rede de adução, armazenamento e tratamento de água, tudo feito pela prefeitura municipal.
Para solucionar o problema, era necessário o investimento de muitos milhões de reais, muito trabalho e criatividade, dado a escassez de recursos. A busca por recursos junto aos governos estadual e federal foi intensificada, uma vez que o sistema de abastecimento da cidade estava beirando o caos.

Quando chegava a estação da seca no início do ano 2000, era necessário improvisar a colocação de sacos de areia no local da captação, pois apenas um fio de água corria pelo Rio Verde e uma pequena barragem era improvisada para que as bombas pudessem trabalhar e captar a água para ser tratada na ETA do Pacaembu.
O cenário deparado por Celso Ribeiro e sua equipe era de um eminente colapso na captação e exigiu um plano revolucionário e corajoso, o de se construir uma barragem no Rio Verde para ter água armazenada o suficiente para dar conta do consumo dos vargengrandenses.

Quando do início da barragem em 2001, era diretor do departamento de Água e Esgoto Tadeu Fernando Ligabue, depois diretor de Planejamento e o engenheiro Dionísio Anselmo Cacholla era o diretor de Obras. Ainda ligado à construção da barragem e cujos nomes constam da placa de inauguração, faziam parte da equipe Ângelo Aparecido Mortais, mestre de Obras e Serviços; Ivor José Barion, supervisor geral de serviços, Marçal Daniel de Andrade, diretor de Serviços Urbanos e Rurais; Amarildo Duzi Moraes, diretor de Finanças, Ricardo Fiorini Cadini, diretor de Água e Esgoto; Carlos Eduardo Martins, coordenador de compras e licitação e o chefe de Gabinete, Edson Nardini Sbardellini. José Ricardo Buozi, o Zé da Kibon, era o vice de Celso Ribeiro quando ele assumiu a prefeitura pela primeira vez.

Toda essa experiência adquirida ao longo dos anos, proporcionou o ‘know-how’ para que a administração municipal nas administrações de Celso Ribeiro e Amarildo Duzi Moraes se lançassem na construção do Parque Águas do Rio Verde. Hoje a Barragem Eduíno Sbardellini é um dos principais locais de lazer da população vargengrandense e fundamental no abastecimento de água do município, após a construção da nova Estação de Tratamento de Água-ETA junto à barragem.

Frequentadores comentam sobre a Barragem
A reportagem da Gazeta de Vargem Grande procurou entrevistar alguns frequentadores da Barragem Eduíno Sbardellini para saber o que acham da estrutura do local e o que ela oferece. Como é do conhecimento de todos, vários eventos culturais importantes têm acontecido no local, atraindo milhares de pessoas de Vargem e região.

Também os frequentadores aproveitam para fazer caminhadas, usar as quadras existentes, o parquinho infantil, visitar o zoológico municipal e aproveitar a boa área para recreação e praticar outras atividades de lazer e esportes.

Fotos: Prefeitura Municipal e Reportagem Gazeta

Para Naiara, 38 anos, enfermeira, moradora do Jardim São Joaquim e que frequenta o local desde a adolescência, é muito prazeroso a conexão com a natureza quando se está na represa. “É um lugar muito gostoso e o mais importante, é muito benéfica a reserva da água para a cidade atualmente”, afirmou.


Maira, 33 anos, auxiliar administrativa, mora em São Sebastião da Grama e há sete anos vem a Vargem visitar o local, desde que o seu primeiro filho nasceu. “Área que dá pra trazer crianças para se divertir um lugar saudável de lazer. Uma represa bem cuidada, que só tem a acrescentar, mostra que a cidade trata bem os visitantes”, disse.


A psicóloga Daiane Passoni, 31 anos, moradora da Vila Polar também frequenta a represa desde a infância. “Como eu frequento aqui desde que eu era pequena, eu acho que hoje em dia tem melhorado cada vez mais o espaço, que é amplo, gostoso, tanto pra lazer quanto atividade física, eu acho que super funciona também a questão dos eventos aqui”, comentou.
Quanto à reservação de água, a psicóloga disse que pra cidade é um excelente. “Vamos dizer assim, porém eu ainda acho que precisa de algumas melhorias, né, por exemplo aprofundar mais o aterramento, porque a represa é rasa para sustentar uma cidade inteira. Mas eu acredito que nós temos algo em mãos que é muito bom para a cidade”, concluiu.


Também comentaram sobre a barragem, a servidora municipal Lurdinha Dutra, 67 anos, que trabalha na Casa da Cultura e frequenta o local desde quando inaugurou. “É muito boa a área, é a mais bonita da cidade. A água por enquanto, ainda que está chovendo, está boa e vai ter a outra represa aqui do outro lado, que vai ajudar bem também, afirmou.


Picida Dutra, 71 anos, aposentada, moradora do Centro, também frequenta a Barragem Eduíno Sbardellini desde quando a mesma foi inaugurada. “Não atrapalha ninguém, não atrapalha a pessoa, não atrapalha quem está dormindo lá no Centro, nada disso. O nosso reservatório de água está perfeito para a cidade”, comentou.











