
O cabo da Polícia Militar de São Paulo João Carlos Gonçalves de Morais, de 39 anos, e o filho dele, João Lucca Godoi de Morais, de 2 anos, foram encontrados mortos na noite de segunda-feira dia 5 de outubro, dentro de uma casa no bairro Jardim Esperança, na Zona Sul de Poços de Caldas. A criança morreu a tiros. O policial, que trabalhava em Vargem Grande do Sul, é o principal suspeito de ter matado o menino e, em seguida, tirado a própria vida. O caso é investigado pela Polícia Civil.
De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais, a mãe do menino contou que o ex-companheiro havia buscado a criança para passar a tarde com ele e deveria devolvê-la no início da noite. Como o horário combinado passou e ele não atendia às ligações, ela foi até a casa, acompanhada de um familiar. Segundo a apuração da EPTV, afiliada da TV Globo, um vizinho a ajudou a pular o muro do imóvel, onde ela encontrou o ex-companheiro e o filho já sem vida.
A PM isolou o local e acionou a perícia técnica. O Samu foi chamado e confirmou os óbitos. Os corpos foram levados ao Instituto Médico-Legal (IML) de Poços de Caldas para exames de necropsia. O menino foi sepultado na manhã da terça-feira, dia 6.
A arma usada no crime foi uma pistola pertencente ao acervo da Polícia Militar de São Paulo, encontrada ao lado dos corpos. Na casa, a perícia recolheu ainda um revólver calibre .38, uma espingarda calibre .12, diversas munições, um simulacro de arma de fogo e um spray de pimenta. Policiais militares paulistas também acompanharam a ocorrência.
PM TRABALHAVA EM VARGEM
Em entrevista à reportagem do portal G1, o tenente J. Santos informou que o cabo trabalhava na seção administrativa do pelotão de Vargem Grande do Sul, ligado ao 24º Batalhão de Polícia Militar do Interior, e não fazia patrulhamento nas ruas. Segundo a EPTV, ele prestava serviço no destacamento da cidade.
A PM informou que não havia, nos sistemas policiais, registros anteriores de violência doméstica envolvendo o militar e a mãe do menino. Em nota oficial enviada pela SSP-SP, a Polícia Militar do Estado de São Paulo disse lamentar profundamente a morte do policial e do filho, de apenas dois anos. A corporação afirmou que as circunstâncias serão apuradas pelas autoridades competentes, que farão as investigações necessárias para esclarecer os fatos. A PM também informou que presta o suporte necessário aos familiares e que permanece à disposição dos responsáveis pela apuração.








