Danutta fala sobre resultado das urnas e futuro político

Danutta junto das filhas durante a votação no domingo

Candidata a deputada federal pelo Republicanos, a nutricionista Danutta de Figueiredo Falcão Rosseto, que já foi vereadora e presidente da Câmara de Vargem Grande do Sul, falou à Gazeta sobre a campanha nesta sua segunda campanha para a Câmara dos Deputados em Brasília. A primeira vez foi em 2022, quando somou cerca de 4,8 mil votos. Nesta eleição, Danutta obteve 208 votos no município e no computo geral, obteve 524 votos em todo estado de São Paulo.
Gazeta de Vargem Grande: Como você avalia a sua votação nas eleições deste ano?
Danutta Rosseto: Avalio com serenidade, mas reconheço que é um resultado que merece reflexão. Em 2022, recebi próximo a 5 mil votos e, neste ano, foram pouco mais de 500 votos. É uma diferença expressiva, que respeito e que, naturalmente, me leva a analisar essa experiência com atenção. Eu consigo separar o resultado das urnas daquilo que sou, dos valores que carrego e da maneira como procuro me posicionar na vida pública.
Uma votação não é capaz, isoladamente, de medir a integridade de uma pessoa, suas intenções ou a verdade do trabalho que ela se propõe a realizar.
Tenho consciência de quem sou, das causas que defendo e da forma como procurei conduzir essa caminhada. Isso não significa acreditar que não tenho nada a aprender ou a melhorar. Pelo contrário, estou aberta à reflexão. Mas também entendo que o resultado de uma eleição é influenciado por diferentes circunstâncias e não pode ser interpretado de maneira simplista.
Sou grata a cada pessoa que confiou em mim e compreendo que esse momento exige maturidade para reconhecer os números sem permitir que eles definam toda uma trajetória.
Gazeta: O que acredita ter influenciado mais para este resultado?
Danutta: Acredito que o cenário político atual possa ter tido uma influência importante. Vivemos um período de forte polarização, em que as disputas nacionais, as alianças partidárias e os movimentos políticos mais amplos podem ocupar um espaço significativo na decisão do eleitor. Também existem diferenças entre uma eleição e outra, nas condições de campanha, no alcance das candidaturas e na maneira como os eleitores se mobilizam. Por isso, acredito que seria precipitado atribuir uma queda tão expressiva a um único motivo sem uma análise mais aprofundada.
Não considero justo comigo mesma, nem com qualquer candidato, interpretar os números como se eles fossem uma avaliação direta de caráter, de princípios ou de capacidade humana. Ao mesmo tempo, reconheço que a política exige reflexão permanente sobre comunicação, articulação e aproximação com a população.
Quero compreender melhor o que aconteceu, mas sem transformar essa análise em uma busca por culpados. Existem fatores que estão ao nosso alcance e outros que fazem parte de uma conjuntura muito maior. Meu compromisso e propósito é ter discernimento para reconhecer a diferença entre eles.
Gazeta: Como avalia o resultado geral da eleição de 2026?
Danutta: A eleição de 2026 demonstra como a política é dinâmica e como cada processo eleitoral tem suas próprias características. O cenário nacional, a polarização, as alianças partidárias e as prioridades dos eleitores compõem um contexto que precisa ser considerado na análise dos resultados.
Independentemente das diferenças políticas, espero que os representantes eleitos compreendam a responsabilidade que receberam e trabalhem para responder às necessidades reais da população. O Brasil continua enfrentando desafios importantes na saúde, na educação, na economia e na proteção social. São questões que exigem diálogo, seriedade e capacidade de construir soluções, para além das disputas eleitorais.
Também acredito que precisamos olhar para a democracia com maturidade. O voto é uma escolha legítima da população, e cabe a quem participa da vida pública respeitar essa decisão, aprender com cada processo e continuar contribuindo para o debate sobre o país que queremos construir.
Gazeta: Quais são seus projetos futuros na política agora?
Danutta: Neste momento, quero respeitar o encerramento desse ciclo e refletir sobre tudo o que vivi. Não pretendo tomar decisões precipitadas sobre algo tão importante, porque essa escolha não envolve apenas a minha trajetória política. Ela precisa considerar também o meu quadro de saúde, a minha família, minhas filhas, que são minha maior responsabilidade, e a minha profissão, que faz parte de quem sou e da maneira como contribuo com a sociedade.
Acredito que decisões dessa dimensão precisam ser tomadas com serenidade, consciência e responsabilidade, considerando não apenas aquilo que desejo realizar, mas também aquilo que, neste momento da minha vida, é possível e necessário.
Eu continuo acreditando na política como instrumento de transformação social e na importância de humanizá-la. Entretanto, também compreendo que cuidar de si, estar presente para as pessoas que amamos e respeitar os próprios limites são atitudes que exigem maturidade e coragem. Por isso, quero me permitir esse tempo de reflexão, sem antecipar decisões sobre o futuro.
Sigo com meus valores, com o desejo de contribuir com a sociedade e com a fé de que Deus conduz nossos caminhos, mesmo quando ainda não conseguimos enxergar com clareza os próximos passos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário
Por favor insira seu nome aqui