Foi dada a largada

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No dia 7 de outubro deste ano serão realizadas as eleições para presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. No último domingo, dia 15, foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha com índices de intenção de voto para a eleição presidencial. Ao todo, foram feitas 4.194 entrevistas entre 11 e 13 de abril, em 227 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Esta foi a primeira pesquisa feita após a prisão do ex-presidente Lula (PT), ocorrida no dia 7 de abril. No entanto, o nome do petista continua liderando em todos os cenários em que é mencionado. Numa disputa contra Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Joaquim Barbosa (PSB) e Ciro Gomes (PDT), o ex-presidente aparece com 31% das intenções de voto.
Já o segundo lugar ficou para Bolsonaro (15%), seguido por Marina (10%), o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (8%), Alckmin (6%) e Ciro Gomes (5%). Álvaro Dias, do Podemos, aparece na sequência com 3% e Manuela D’Ávila (PCdoB), com 2%. O ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTC), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (MDB): 1% e Flávio Rocha (PRB) apareceram com 1% cada um. Não atingiram 1% os pré-candidatos João Amoêdo (Novo), Paulo Rabello de Castro (PSC), Guilherme Boulos (PSOL) e Guilherme Afif Domingos (PSD). Caso o atual presidente Michel Temer concorresse, teria 1% das intenções.
O cenário ainda é bastante amplo, uma vez que as convenções para as escolhas de candidatos devem ser realizadas de 20 de julho a 5 de agosto. Os registros das candidaturas devem ser feitos até o dia 15 de agosto. Apesar disso, é interessante observar que nomes como o do ex-ministro Joaquim Barbosa apareçam à frente do governador Geraldo Alckmin, um político bastante experiente e conhecido.
Em outros cenários, em que a candidatura de Lula dá lugar a outra liderança petista, como Jacques Wagner ou Fernando Haddad, há uma dispersão de votos, mas nunca com o PT em primeiro lugar.
Não chega a surpreender também a presença do deputado federal Jair Bolsonaro entre as maiores intenções de voto. Defendendo seu nome há meses e com um eleitorado bastante fervoroso, Bolsonaro aparece como primeiro lugar nos cenários em que Lula não disputa a eleição.
Mas com tantos fatores externos a influenciar os eleitores, a pesquisa do Datafolha serviu mais para bagunçar o coreto do que para estabelecer algum nome. Assim, cerca de 30 anos depois da primeira eleição após o término da ditadura militar, o pleito de outubro está cercado de incertezas que parecem ficar mais confusas a cada pesquisa realizada.

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