Trabalho e o salário na cidade

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Dados do IBGE apontam que Vargem tem 8,8 mil pessoas com emprego formal. Foto: Reprodução Internet

Segundo dados colhidos junto ao IBGE, Vargem Grande do Sul possuía em 2019, um total de 42.845 pessoas, sendo que o salário médio mensal da população em 2017, era de 2.2 salários mínimos, cujo valor atual é de R$ 1.045,00.
Esses mesmos dados afirmam que a proporção de pessoas ocupadas no município em relação à população total era de 20.6%, ou seja, cerca de 8.800 pessoas trabalhando nos dias atuais. O salário médio destas pessoas estaria hoje em torno de R$ 2.299,00.
Os valores podem parecer pouco, mas dado às desigualdades sociais do Brasil, se formos levar em consideração o Trabalho e o Rendimento, Vargem ainda ocupa a posição de 311 na questão de salário médio em relação aos outros 645 municípios do Estado. Já em comparação aos 5.570 municípios brasileiros, Vargem ocupa a posição de 1.139, o que nos leva ao preocupante pensamento que se em nosso município a situação não está boa, no resto do Brasil, ou seja, em mais de 4.400 cidades país afora, a situação é bem pior.
Em contrapartida, segundo os dados pesquisados junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, considerando domicílios com rendimento mensais de até meio salário mínimo por pessoa, Vargem Grande do Sul tinha 31% nestas condições, ou seja, se houver 10.000 domicílios no município, um dado aproximado se levarmos em consideração o número de ligações de água, teríamos cerca de 3.100 famílias na cidade com cada um de seus ocupantes vivendo com até R$ 520,00 por mês.
Quando analisamos estes dados, a cidade passa a figurar na posição de 335 de 645 dentre as cidades do Estado e na posição de 4.489 dos 5.570 municípios brasileiros, aproximando os 31% mais pobres de Vargem com a imensa maioria das cidades do Brasil.
Só para comparação, em 2018, o 1% da população mais rica – composta por cerca de 901 mil trabalhadores brasileiros – cujo rendimento médio mensal era de R$ 27.477,00 recebia, em média, 33,8 vezes o rendimento da metade da população com os menores rendimentos (R$ 820,00).
Em 2018, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc) divulgada pelo IBGE, a renda média mensal de 60% dos trabalhadores brasileiros empregados com carteira assinada ou na informalidade, foi menor que um salário mínimo vigente na época e se houve alterações devido à crise econômica que estamos passando, estes índices devem ter piorado, principalmente agora com a pandemia do coronavírus.

Desemprego

É tarefa difícil de mensurar no município o número de desempregados. A situação já vinha se agravando devido à séria crise econômica que o Brasil estava vivendo nos últimos anos e agora só tende a piorar com a pandemia da covid-19.
Segundo o IBGE, Vargem Grande do Sul tem um contingente de aproximadamente 8.800 pessoas ocupadas com o trabalho formal, com carteira assinada, de um universo de pouco mais de 42 mil habitantes.
Para o IBGE, o grupo de informais inclui os trabalhadores sem carteira assinada (inclusive trabalhadores domésticos), os autônomos sem CNPJ e os chamados sem remuneração, que auxiliam em trabalhos para a família.
O IBGE aponta que no Brasil, a População Economicamente Ativa (PEA) está em torno de 63,05% dos brasileiros, sendo assim distribuída: 20% no setor primário (agrícola), 21% no setor secundário (indústria) e 59% no setor terciário (serviços e comércio).
A PEA compreende a todas as pessoas que trabalham e produzem renda ativa, seja por meio de trabalho formal ou informal. Nela constam os empregados, os empregadores, autônomos e trabalhadores não remunerados.
Se aplicarmos estes índices em Vargem Grande do Sul, teríamos uma população economicamente ativa em torno de 26.400 vargengrandenses. Deste total, 5.280 trabalhariam no setor agropecuário, 5.540 na indústria e 15.576 no comércio e prestação de serviços.
Só para corroborar a força do comércio e prestação de serviços na cidade, em 2017, dados do IBGE com relação ao Valor Adicionado Bruto a preços correntes, que é o resultado final da atividade produtiva do município de Vargem Grande do Sul, totalizavam R$ 849.806.020,00, sendo assim distribuídos: Agropecuária R$ 51.673.870,00; a Indústria R$ 123.246.320,00; os serviços e comércio R$ 522.243.320,00 e administração R$ 152.642.510,00.
Transportando todos estes elementos para a realidade de Vargem Grande do Sul, pode-se concluir que, em tese, o setor agropecuário seria um dos que menos emprega no município, com o diferencial que grande parte da mão de obra no setor primário, os trabalhadores braçais que executam serviços na roça, executam na sua maioria trabalhos nos municípios vizinhos.
Em seguida, viria o setor secundário, com os trabalhadores na indústria sendo absorvidos principalmente pelo setor cerâmico que deve empregar algo em torno de 600 trabalhadores, os que trabalham no setor industrial da Abengoa e empresas como a Thebe, a Grampac, Café Pacaembu, Metal-Laje, Morandin Ferro e Aço Industrial dentre outras inúmeras de menor porte.
Sem dúvida a prestação de serviços e o comércio são os grandes empregadores do município, empregando uma vez e meia a somatória do que a lavoura e a indústria empregam. Este setor foi um dos mais atingidos pela pandemia do coronavírus na cidade, com a determinação do fechamento temporário do comércio e de muitas empresas que prestavam serviços considerados não essenciais à população.
Com uma população economicamente ativa de em torno de 26.400 pessoas em Vargem Grande do Sul, os dados do IBGE apontam que Vargem Grande do Sul teria um contingente de aproximadamente 8.800 pessoas ocupadas com o trabalho formal, com carteira assinada. Também segundo o órgão, para cada um trabalho formal, o país registra até três trabalhadores informais.
Para o IBGE, o grupo de informais inclui os trabalhadores sem carteira assinada (inclusive trabalhadores domésticos), os autônomos sem CNPJ e os chamados sem remuneração, que auxiliam em trabalhos para a família.
De uma população em torno de 42 mil pessoas, destas segundo os dados aproximados do IBGE, o município teria algo em torno de 17.600 pessoas trabalhando por conta própria ou na informalidade.

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