Luta em conjunto

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Na sessão solene da posse dos vereadores eleitos, do prefeito Amarildo Duzi Moraes (PSDB) e do vice-prefeito Celso Ribeiro (Podemos), ocorrida no dia 1º, os políticos ali presentes externaram uma ideia em comum: a necessidade do trabalho em conjunto para o desafio que 2021 irá impor a todo o país. E eles têm razão. É preciso sim trabalhar em sintonia, pois o que este ano que se inicia vai trazer é um desafio sem tamanho.
O prefeito Amarildo já adiantou que o município certamente irá enfrentar uma queda na arrecadação. Por sua vez, Celso Ribeiro destacou o problema imediato a ser solucionado, que é a da direção do Hospital de Caridade e como tornar essa entidade essencial aos vargengrandenses menos deficitária.
Porém, tanto os vereadores, quanto os novos ocupantes do Legislativo observaram, um grande obstáculo continua sendo a pandemia da Covid-19. Esta doença tirou a vida de 200 mil brasileiros, deixou mais de mil vargengrandenses doentes e muitos apesar de estarem curados da doença, ainda enfrentam suas consequências, como dificuldades pulmonares, entre outros.
Vargem teve um pico de registro de novos casos entre setembro e outubro do ano passado, quando aconteceu a maior parte das 25 mortes pela doença contabilizadas na cidade. Nas últimas semanas, os números seguem aumentando, mas num ritmo mais lento. Ao contrário de São João da Boa Vista, onde os números de casos voltaram a aumentar de maneira assustadora.
Manchete do jornal o Município, da cidade vizinha, do dia 6, traz que São João é a 5ª entre as cidades do Estado com número de óbitos pela Covid superior a 30 em sete dias, conforme dados do SP-Covid-19 Info Tracker, sistema mantido pela USP, Unesp e Fapesp. Ainda há um temor de subnotificação na cidade vizinha, que registrou mais de 1,8 mil casos, mas fez apenas 3,9 mil testes. Para comparação, Vargem fez mais de 7,9 mil testes.
O mundo tem dois exemplos negativos que mostram o poder destrutivo da desunião no combate à pandemia: Estados Unidos e Brasil, países onde a União e os Estados divergiram no planejamento de ações para prevenção e cuidado com doentes. Na quinta-feira, morreram mais de 4 mil norte-americanos de Covid-19 e o Brasil volta a ter capitais com seus sistemas de saúde entrando em colapso.
Voltando ao discurso de posse, o presidente eleito da Câmara Celso Itaroti (PTB), disse: “que a gente possa ficar livre logo com a vacina da Covid, e possamos ter mais liberdade para trabalhar”, resumindo o anseio de todos. A vacinação, que embora tarde no Brasil, está para começar, é a maior arma para que as famílias parem de perder pessoas queridas, uma ferramenta extremamente necessária para que todos possam retomar suas atividades com segurança e assim, buscar enfrentar os problemas econômicos, como desemprego, queda na renda e aumento da desigualdade social.
Assim, trabalhando juntos, União e Estado, Executivo e Legislativo, será possível encarar tantos desafios urgentes como 2021 já está impondo a toda sociedade.

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