Golpes cibernéticos na pandemia

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Nesta pandemia da Covid-19, com mais pessoas trabalhando em casa, o aumento do uso de meios eletrônicos e até mesmo a solidão levaram ao aumento de registro de golpes cibernéticos. No domingo, dia 31 de maio, uma reportagem do Fantástico, divulgou dados da Organização Não Governamental (ONG) Safernet Brasil que apontou que só no ano passado, foram feitos mais de 862 mil boletins de ocorrência sobre este assunto – um aumento de 66% em relação a 2019.
E Vargem Grande do Sul não fica de fora dessas estatísticas. De acordo com a Polícia Civil do município, todas as semanas vítimas procuram a Delegacia para registrar que foram lesadas ou mesmo para pedir informações sobre situações suspeitas.
A incidência de casos levou inclusive a Polícia Civil do Estado a elaborar uma cartilha detalhando os crimes cibernéticos e explicando como evitar e o que fazer quando for vítima de um deles. A Gazeta de Vargem Grande traz nesta edição, algumas das modalidades mais aplicadas na cidade.
Ao que parece, a pandemia acabou exigindo também que os estelionatários fizessem uma migração para o digital. Sai o Golpe do Bilhete Premiado, entra o do Boleto Falso. Há também novas modalidades, como as chantagens após um relacionamento virtual com troca de fotos e até as que estão usando pagamentos via Chave Pix.
Para isso, a Polícia Civil está se modernizando e no ano passado, foi criada no Estado de São Paulo, a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER). Mas os criminosos também estão avançando e como a facilidade de abertura de contas em bancos digitais, além do aumento da adesão a criptomoedas, muitas vezes até se chega à autoria do crime, mas recuperar o dinheiro perdido já é mais difícil.
No entanto, para evitar se tornar mais uma vítima, as medidas de segurança podem até ter um aspecto mais moderno, mas no fundo é a mesma essência: desconfiar, checar e não compartilhar informações pessoais. Além de sempre procurar a polícia em caso de dúvidas.
Se alguém envia um pedido de amizade em redes sociais, verifique o perfil, veja se existe amigos em comum e pergunte a eles se já manteve contato pessoal com quem fez a solicitação. Não compartilhe imagens íntimas. Mesmo para pessoas que você já está se relacionando há muito tempo. Se receber um telefonema sobre um parente sequestrado, chame a polícia antes de sacar ou transferir dinheiro. Prudência, canja de galinha e mudar as senhas de acesso constantemente não fazem mal a ninguém.

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