Maria Rosa Campos de Andrade – 20/11/2024
Foi no ano de 1597, no sul de Pernambuco, que quarenta escravos negros se juntaram para fugir de seus algozes.
Caminharam léguas e léguas, chegando a uma serra com muitas palmeiras, um rio largo e pedregoso.
Foi o começo de Palmares.
Palmares cresceu.
Os quarenta viraram cem, trezentos, quinhentos, mil.
Palmares era o local para onde se dirigiam todos os escravos, negros ou índios, que conseguiam fugir.
O chefe de Palmares se chamava Ganga Zumba, que organizou as várias aldeias ou mocambos espalhados em Palmares num só governo, chamado Quilombo dos Palmares.
Lá nasceu Zumbi, que ainda bebê, foi levado para Porto Calvo, após uma devastação no mocambo onde morava, sendo criado por um padre, que virou pai e mãe do orfãozinho.
O padre lhe deu o nome de Francisco, ensinou a ele matemática, histórias da Bíblia e latim.
Com dez anos Francisco falava latim sem problema.
Aos quinze anos, negro retinto, mais para baixo que pra alto, magro, voltou para Palmares, sem mesmo se despedir.
Em pouco tempo, por ser um gênio de guerra, foi promovido a comandante de armas de Ganga Zumba.
Seria como o ministro da guerra de hoje.
Foi o general mais jovem da história brasileira.
Francisco ou Zumbi, como escolheu ser chamado, se tornou doutor na guerra do mato.
Guerra do mato é a guerrilha de hoje. O segredo era atacar e sumir, atacar e sumir.
O rei de Portugal, cansado de ser derrotado nas guerras contra Palmares, promoveu um acordo de paz com Ganga Zumba, libertando os nascidos em Palmares, mas mantendo a escravidão no país.
Ganga Zumba aceitou, mas Zumbi não.
PARA ZUMBI, O MAIS IMPORTANTE NÃO ERA VIVER LIVRE, MAS LIBERTAR TODOS OS NEGROS AINDA ESCRAVOS.
Foi por isso que continuou na luta e foi morto em 20 de novembro de 1695, motivo pelo qual esta data é o Dia Nacional da Consciência Negra.
É preciso saber da importância de se ficar de olho no preconceito e não se permitir diferenças onde elas jamais deveriam ter existido.