Frio chega, mas combate à dengue deve continuar

Aedes aegypti é transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya. Foto: reprodução redes sociais

Os casos de dengue em Vargem chegaram a 255; com as temperaturas mais baixas, casos devem diminuir

Com a chegada das temperaturas mais baixas em Vargem Grande do Sul e em outras regiões do Brasil, é comum que os casos de dengue apresentem queda. O mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, tem sua reprodução dificultada em climas frios e secos. No entanto, autoridades de saúde e especialistas alertam que o combate ao vetor deve ser contínuo, independentemente da estação do ano.
Os casos de dengue em Vargem Grande do Sul chegaram a 255 nesta sexta-feira, dia 16 de maio, de acordo com os dados do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (NIES) do Estado de São Paulo. Segundo o boletim, apenas três casos estão sinalizados como sinal de alarme e 558 notificações foram descartadas. Sete casos estão em investigação e dois óbitos estão sendo investigados.
Dados do Ministério da Saúde indicam que, nos dois primeiros meses de 2025, houve uma redução de 69,25% nos casos prováveis de dengue em comparação com o mesmo período de 2024. Foram registrados 493 mil casos prováveis entre 29 de dezembro de 2024 e 1º de março de 2025, contra 1,6 milhão no mesmo intervalo do ano anterior.
Apesar da tendência de queda durante o inverno, especialistas destacam que o Aedes aegypti possui ovos resistentes que podem sobreviver por meses em ambientes secos e eclodir quando expostos à água acumulada. Além disso, eventos climáticos atípicos, como o aumento da umidade e chuvas fora de época, podem favorecer a proliferação do mosquito mesmo durante os meses mais frios.
O Ministério da Saúde reforça a importância de medidas preventivas contínuas, como a eliminação de criadouros, limpeza de calhas, armazenamento adequado de água e descarte correto de resíduos. A população também é incentivada a participar de campanhas de conscientização e a buscar informações sobre a vacinação contra a dengue, que está sendo ampliada em diversas regiões do país.
Embora o frio contribua para a redução dos casos de dengue, o risco de transmissão persiste. A vigilância constante e a adoção de medidas preventivas durante todo o ano são fundamentais para evitar novos surtos e proteger a saúde da população.

Fotos: Reportagem

Sintomas
A dengue pode apresentar sintomas como febre alta repentina; dor de cabeça; dores musculares; dor nas articulações e atrás dos olhos; fraqueza; vermelhidão no corpo; e coceira.
A diferença para a dengue hemorrágica é que além dos sintomas da dengue clássica, pode haver também confusão mental, agitação ou insônia; perda de consciência; sangramento na boca, nas gengivas e nariz; boca seca e muita sede; dificuldade de respiração; fortes dores abdominais e vômitos intensos; pele pálida, fria e úmida; e pulso fraco.
De acordo com a prefeitura, sempre que o morador sentir os sinais clássicos dos sintomas, como febre, dor muscular, dor atrás dos olhos, manchas pela pele, desidratação, sensação de fraqueza e inapetência, ele deve procurar atendimento médico.

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