
As bicicletas motorizadas se tornaram o novo meio de transporte queridinho entre os jovens e trabalhadores que buscam praticidade e economia para se locomover nas cidades. Seja equipada com motor elétrico ou a combustão, a “bike turbinada” caiu no gosto popular por unir agilidade, baixo custo de manutenção e a liberdade de driblar o trânsito.
Mas, com a popularidade, vêm também dúvidas e cuidados que o condutor precisa ter, principalmente em relação à legislação. Dependendo da potência do motor e da velocidade que a bicicleta atinge, o uso pode exigir habilitação específica, além de equipamentos obrigatórios de segurança. De acordo com as regras de trânsito em vigor, bicicletas elétricas com potência de até 250 watts e velocidade máxima de 32 km/h são consideradas similares às bicicletas comuns. Para esse tipo de veículo, não é necessário ter carteira de habilitação, mas o uso de capacete é obrigatório.
Já para os modelos mais potentes — com motor a combustão ou motor elétrico que ultrapasse os limites de 250W ou 32 km/h — o cenário muda. Nesse caso, o condutor precisa ter a Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC) ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A, a mesma exigida para motos. Além disso, essas bicicletas mais potentes devem estar devidamente emplacadas, registradas no Detran e com os equipamentos obrigatórios, como retrovisores, farol dianteiro, lanterna traseira, buzina e pneus em boas condições.

Para Bernadete de Lourdes Caparon de Andrade, 53 anos, moradora da Vila Santa Terezinha, a bicicleta mudou sua rotina: economia, praticidade e liberdade sobre duas rodas. Trabalhadora doméstica relata como o uso da bicicleta elétrica transformou seu dia a dia e trouxe independência em meio às dificuldades do transporte coletivo
Há seis anos, a vida da trabalhadora doméstica mudou completamente com a compra de uma bicicleta elétrica. Incentivada por um amigo que tinha a bicicleta na época, Bernadete não pensou duas vezes, comprou sua bicicleta através de uma negociação informal pelo WhatsApp, e a bike virou sua principal aliada na rotina diária. “Foi uma loucura, mas no final deu certo”, contou ela.
Por morar longe do emprego, ela enfrentava dificuldades com os horários apertados do transporte coletivo. “Trabalho no Jardim Itália, é longe da minha casa. Se eu fosse de circular, teria que sair umas 6h30 para não perder o ônibus. E para voltar, sem horário fixo, também seria complicado”, explicou. Com a bicicleta, o tempo gasto no trajeto diminuiu significativamente. Ela diz que hoje a bicicleta é seu “braço direito” e que não se imagina mais sem ela. Além da praticidade, destaca a economia: “Carrego ela uma vez por semana. Claro que a gente ajuda pedalando, para economizar bateria. Evito subir morros, porque isso gasta mais”, relatou.
Bernadete também ressaltou outro ponto positivo: a liberdade de não precisar de carteira de habilitação. “Isso me dá segurança, porque eu tenho medo de tirar carta. Com ela, só preciso do capacete”, comentou. Ao final, ela expressou o desejo de que mais trabalhadoras domésticas tenham acesso a esse tipo de transporte. “Não que o Circular seja ruim, de forma alguma, mas se muitas tivessem condições de ter uma bicicleta como essa, ajudaria muito. É prática, econômica e muda a vida da gente”, finalizou











