
A cada manhã, ao sair de casa rumo ao trabalho, Marli Alves Cassiano, moradora de Vargem, liga o motor de sua fiel companheira: uma Honda Biz. Há cerca de 15 anos, a moto faz parte da sua rotina. “Tive várias cores, várias motos, né? Mas sempre Biz”, contou com um sorriso no rosto.

Para Marli, a motocicleta não é apenas um meio de transporte — é sinônimo de independência, economia e praticidade. “Sempre trabalhei, estou sempre de um lado pro outro. A minha moto me acompanha em tudo. Gosto muito de dirigir a Biz”, afirma.
Mesmo nos dias chuvosos, ela não se intimida. “Boto uma capa e pra mim tá tudo bem. Claro, com mais cuidado. Mas é o que eu gosto de fazer. Amo andar de Biz.”

A relação com a motocicleta vai além do transporte: é uma forma de liberdade. “O carro é mais confortável e tudo mais, mas a moto me trouxe autonomia. Minha mãe mora no centro, eu na Cohab. Com a moto, vou visitá-la, vou ao trabalho, saio quando preciso. Não dá pra depender de ninguém. Você pega e vai, a qualquer hora”, relatou.

Marli acredita que todas as mulheres deveriam aprender a pilotar. “É fácil, é prático e é libertador. Pilotar não é só sobre velocidade, é sobre liberdade, força e conquista”, avaliou. Em um cenário em que cada vez mais mulheres ocupam o espaço que é delas no trânsito, histórias como a de Marli reforçam que a moto pode, sim, ser uma ferramenta de empoderamento feminino. E que sobre duas rodas, a liberdade tem ainda mais sabor.











