Dia dos Pais

Professor José Alberto com sua família

Prof. José Alberto Aguilar Cortez

Gostaria muito de poder comemorar o Dia dos Pais com uma mensagem otimista para nossos leitores, mas, infelizmente, notícias boas continuamos esperando de Brasília para reacender nossa esperança de conseguir um país mais justo com punições exemplares para empresários e políticos corruptos. Se todo dinheiro desviado atendesse nossas prioridades na saúde, na educação e na segurança não seria necessário escrever sobre a situação de muitos pais desempregados, doentes e sem recursos para o tratamento de doenças crônicas.

Desde 1972 venho me especializando em programas de exercícios físicos dirigidos para a prevenção e reabilitação cardíaca e, durante todos estes anos, acompanho as dificuldades enfrentadas pelas pessoas que precisam, mas não podem ter acesso ao tratamento necessário.

As instituições do estado, que oferecem programas de condicionamento físico especializado, não conseguem atender a demanda e mesmo que tivessem recursos e pessoal disponíveis grande parte da população, que precisa fazer exercícios físicos supervisionados, não dispõem de recursos para se locomover até os hospitais e centros de reabilitação.

A maioria não tem condição financeira para comprar remédios e acaba acelerando o processo de invalidez e engrossando as estatísticas das mortes provocadas pelas doenças do aparelho circulatório. Homens e mulheres que dedicaram a melhor parte da vida ao trabalho e a família, ao adoecer, não encontram nenhum tipo de amparo do estado e dos próprios filhos para tratar as doenças que aparecem precocemente devido à dificuldade de acesso às avaliações preventivas.

Mas, não são somente os pais humildes e sem recursos financeiros que sofrem porque não podem comprar remédios e frequentar programas de treinamento físico especializado. Tenho convivido com outro tipo de problema enfrentado por pais que são obrigados a sustentar filhos desempregados ou mal acostumados com os sacrifícios que o trabalho exige.

Pais que, embora tivessem conseguido guardar dinheiro suficiente para garantir uma velhice tranquila, ficaram doentes e precisaram interromper o tratamento recomendado pelo médico porque os filhos adultos continuavam dependentes.

Para encerrar nosso texto de hoje, além de lamentar o descaso das autoridades com a saúde das pessoas idosas, quero desejar a todos os pais que nos ouvem que, filhos, se não podem ajudar, pelo menos não atrapalhem os anos que restam e que precisam ser vividos por seus pais com dignidade.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário
Por favor insira seu nome aqui