Diagnosticada com câncer de mama em dezembro de 2024, Eliana segue lutando há quase dois anos contra a doença. Apesar das sequelas, ela mantém a fé e reforça a importância do diagnóstico precoce e do acolhimento recebido durante o tratamento.
Aos 52 anos, Eliana Cristina de Souza vive uma rotina marcada pela luta, pela fé e pela superação. Casada, ela descobriu um câncer de mama em dezembro de 2024. Desde então, passou por cirurgia, quimioterapia, radioterapia e ainda segue em tratamento. Mesmo diante dos efeitos colaterais e das limitações físicas causadas pela doença, Eliana segue firme, e encontrou forças na fé, no apoio familiar e no acolhimento recebido pela Associação Lucas Tapi, onde é atendida.
“Meu mundo desabou quando recebi o diagnóstico. Meu primeiro pensamento foi que eu ia morrer e deixar meu filho, que na época tinha apenas seis anos. Fiquei desorientada, com muito medo”, relembra. O câncer inicialmente parecia ser um só, mas, durante a cirurgia, os médicos descobriram mais quatro nódulos malignos na axila. Ao todo, foram retirados cinco tumores.
Eliana conta que sempre foi cuidadosa com sua saúde e fazia os exames preventivos com regularidade. Três meses antes do diagnóstico, havia realizado o Papanicolau e exames das mamas. Ao perceber o nódulo, achou que era leite acumulado, pois ainda apresentava vestígios da amamentação. “Nunca deixei de fazer os exames. Por isso me abalei tanto quando soube.”
Os efeitos do tratamento foram duros. Ela perdeu 14 quilos, perdeu todos os cabelos e os pelos do corpo, desenvolveu fraqueza muscular e dores constantes. A quimioterapia também desencadeou um quadro de diabetes, exigindo o uso contínuo de dois tipos de insulina. “Hoje sinto dores fortes nas pernas e nos braços. Não tenho firmeza para caminhar sozinha e quase não consigo fazer nada sozinha. O braço do lado da cirurgia perdeu força e até a mão tem pouca firmeza. Foi tudo muito agressivo”, conta.
Ainda assim, Eliana não esmoreceu. Apoiada pelo marido, que esteve ao seu lado em todos os momentos, ela buscou alternativas para lidar com a carga emocional e física do tratamento. Foi por meio de sua cunhada que conheceu a Associação Lucas Tapi, uma organização que oferece acolhimento e suporte a pacientes oncológicos na região. “Cheguei à associação muito debilitada, tanto física quanto emocionalmente. Fui muito bem recebida. Lá encontrei carinho, dedicação, apoio. Me senti acolhida de verdade. Hoje sou paciente da associação e tenho eterna gratidão por tudo que as meninas representam na minha vida.”
Mesmo com as limitações físicas, Eliana segue realizando exames, consultas e acompanhamentos médicos em São João da Boa Vista e em São José do Rio Pardo. Atualmente, ela continua o tratamento com quimioterapia oral, em comprimidos fornecidos mensalmente pela clínica onde é atendida. Também trata uma complicação recente: um inchaço na mama decorrente de problemas com o dreno colocado durante a cirurgia.
Apesar das sequelas, Eliana mantém sua fé e compartilha sua experiência com outras mulheres como forma de alerta e encorajamento. “Eu digo às mulheres: se cuidem. Façam os exames com frequência, se examinem em casa e, ao menor sinal, procurem um profissional. O diagnóstico precoce salva vidas. Quanto mais cedo for descoberto, maior a chance de cura. Não tenham medo. Afinal, é o seu corpo, sua saúde, sua vida.”
A voz de Eliana é firme, apesar de tudo que passou. Sua história é marcada por dor, mas também por coragem e solidariedade. “Estou viva, e isso é o mais importante”, afirma. “A luta é grande, mas quem tem fé nunca está só. Deus abençoe a cada uma de vocês que também estão enfrentando essa batalha”, finalizou.
Leia mais em:
Outubro Rosa oferece exames e orientações para mulheres
https://www.gazetavg.com.br/2025/10/04/outubro-rosa-oferece-exames-e-orientacoes-para-mulheres/












