Victória Mazzarini
Corre a cerveja nas veias frias,
embriaga o peito atormentado.
A brisa dança nas tardezinhas,
leva consigo o meu fado.
A conversa é mansa, meio vadia,
mas guarda verdades caladas.
Talvez te escondas na folia,
ou busques tuas próprias estradas.
A fumaça sobe, a taça esvazia,
mistura alma e solidão.
O homem, em meio à ventania,
procura amor, procura razão.
Perdi-te, vida, ao te decifrar,
nos becos fundos da despedida.
És dor que insiste em ficar,
profunda, antiga e ferida.












