Ramazotti segue na intervenção do hospital

Ramazotti permanecerá na gestão do hospital e fala sobre projetos em andamento. Foto: Arquivo Gazeta

Interventor do Hospital de Caridade de Vargem Grande do Sul destaca melhorias realizadas, desafios financeiros e metas para ampliar o atendimento à população

O interventor do Hospital de Caridade de Vargem Grande do Sul, José Geraldo Ramazotti, permanecerá por mais um ano à frente da unidade. Em conversa com a reportagem da Gazeta de Vargem Grande, ele fez um balanço das ações realizadas até aqui, falou sobre os desafios financeiros enfrentados diariamente e apresentou os projetos previstos para o futuro da instituição.
Segundo Ramazotti, que foi inicialmente nomeado interventor em março de 2024, o período foi marcado por muitos desafios, mas também por avanços importantes na estrutura da unidade. Ele ressaltou que o principal problema continua sendo a falta de recursos para custeio do hospital. De acordo com o interventor, o repasse do Sistema Único de Saúde (SUS) não chega a 10% dos custos e há quase dez anos não houve aumento nos valores enviados pelo governo federal, situação que torna o equilíbrio financeiro um desafio constante para manter as contas em dia e garantir o funcionamento dos serviços.
Mesmo diante das dificuldades, ele ressaltou que diversas melhorias vêm sendo executadas no hospital. “A conclusão da instalação dos aparelhos de ar-condicionado no centro cirúrgico, proporcionando mais conforto aos pacientes e melhores condições de trabalho às equipes. Também está em andamento o projeto para obtenção do AVCB, com implantação de equipamentos de combate a incêndio”, elencou Ramazotti.
Outra obra em andamento relacionada pelo dirigente é a construção do novo laboratório, realizada em parceria com o Laborcenter. Além disso, seguem as reformas da recepção e das salas administrativas, a instalação da iluminação no pátio frontal do hospital, a troca do gerador de energia elétrica e a implantação da usina fotovoltaica para geração de energia.
O hospital também trabalha na instalação de uma nova caixa d’água e na substituição da autoclave utilizada na esterilização dos instrumentos. Ramazotti destacou ainda a aquisição, por parte da prefeitura, de poltronas para acompanhantes dos leitos, além da compra de dois carrinhos de anestesia, dois bisturis elétricos, duas bombas de infusão e um berço térmico para a maternidade, entre outros equipamentos. Outra melhoria realizada foi a pavimentação da entrada do estacionamento dos médicos.
Segundo ele, no setor A do hospital, foram executadas reformas e manutenções nos aparelhos de ar-condicionado e nas televisões dos quartos. Já o setor B iniciou suas atividades recentemente, ampliando a capacidade de atendimento da unidade.
Para o próximo ano, o planejamento inclui a troca do telhado do setor D e da ala da pediatria, o escoramento do muro ao redor do hospital e a aquisição do complemento da usina fotovoltaica, com o objetivo de atender 100% da demanda energética da instituição. Ramazotti também faz projeções para o futuro, destacando projetos considerados importantes. “A instalação de um aparelho de ressonância magnética, evitando que pacientes precisem sair da cidade para realizar exames. Também está prevista a substituição da cabine de energia e do transformador do hospital”, adiantou.

Importância da comunidade participar
Ramazotti ressaltou que a participação da população é fundamental para a manutenção do hospital. As doações podem ser feitas por meio de depósito via Pix, utilizando a chave 72.863.665/0001-30, inclusive pelo QR Code impresso nos carnês de IPTU. O hospital também recebe doações de alimentos, especialmente leite, arroz e café, além de cobertores dentro das especificações exigidas e pequenos equipamentos necessários para o atendimento diário. Outra forma de colaboração é tornar-se sócio da instituição por meio de boleto bancário.
“O hospital é da população. É ela que usa, é ela que é socorrida nos momentos de dor, é ela que será acolhida nos momentos finais da vida ou de um ente querido”, afirmou o interventor. Segundo ele, os recursos governamentais são insuficientes para garantir um atendimento digno e humanizado, tornando indispensável a participação da sociedade e das empresas da cidade.
Ao final, Ramazotti fez um apelo para que a comunidade continue colaborando com a instituição. “Ninguém sabe o dia em que vai precisar do hospital para salvar sua vida. Ajudem-nos a manter o hospital de portas abertas, salvando vidas”, concluiu.

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