Aterro de Vargem receberá nova trincheira

Última trincheira foi construída em junho de 2025. Foto: Prefeitura

A prefeitura de Vargem Grande do Sul realizou uma licitação para a construção de mais uma trincheira no aterro sanitário municipal, localizado próximo ao Residencial Parque das Macadâmias, na estrada da Lagoa Branca. O investimento previsto é de R$ 510 mil, financiados por meio do Contrato de Financiamento Fehidro, e será destinado exclusivamente à obra de ampliação da célula de disposição de resíduos, com implantação de geomembrana de PEAD para impermeabilização do solo. O processo foi adjudicado e homologado pelo prefeito Celso Luís Ribeiro (Republicanos) em 14 de maio.
Desde a inauguração do aterro, em 4 de outubro de 2012, já foram abertas dez trincheiras no local, segundo informou a prefeitura à Gazeta de Vargem Grande. Diariamente, cerca de 40 toneladas de resíduos são encaminhadas ao aterro, e a expectativa é de que o local ainda comporte entre nove e dez anos de operação. A informação confirma projeção semelhante divulgada pelo jornal quando da construção da trincheira anterior.
A trincheira mais recente havia sido inaugurada em junho de 2025, com investimento de R$ 300 mil. As obras incluíram a construção da geomembrana de PEAD para impermeabilização do solo, o depósito de chorume e o sistema de drenagem, exigências determinadas pela Cetesb, órgão responsável pela fiscalização ambiental e pelo controle da contaminação do solo e dos lençóis freáticos. A nova obra segue os mesmos padrões técnicos.
O aterro foi inaugurado após uma polêmica que se estendeu por anos. A construção teve início em 2008, mas foi paralisada em 2009 quando uma ação popular questionou a ausência de um Relatório Ambiental Preliminar, travando as obras por três anos. O equipamento finalmente entrou em operação em outubro de 2012, durante a gestão do então prefeito Amarildo Duzi Moraes, encerrando um período em que o município acumulava autuações da Cetesb por descartar o lixo em um lixão irregular.

Aterro regional
Enquanto o aterro municipal segue operando, avança em paralelo a discussão sobre um projeto regional de gestão de resíduos, conduzido pelo Consórcio Intermunicipal (Cemmil) para o Desenvolvimento Sustentável. O consórcio reúne seis municípios, Vargem Grande do Sul, Aguaí, Espírito Santo do Pinhal, Mococa, Mogi Guaçu e São José do Rio Pardo, e há tratativas para que São João da Boa Vista também venha a integrar o grupo.
O projeto prevê a construção de uma central de triagem mecânica, usina de tratamento biológico, galpões para catadores e pontos de Entrega Voluntária Assistida. A expectativa é que a futura concessionária deve investir mais de R$ 280 milhões na implantação do sistema, com custos operacionais estimados em cerca de R$ 1 bilhão ao longo dos 30 anos de concessão. Juntos, os municípios geram aproximadamente 300 toneladas de resíduos domésticos por dia. Porém, segundo a prefeitura, até o momento não há novidades quanto ao andamento do projeto regional.

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