Mulheres Maravilhosas: Reconhecido presente de Páscoa

Darcy Pereira Poggio com a neta Thaís Cristine no colo e Mario Poggio, pais de Mario Poggio Jr.

Mario Poggio jr.

Em 1º de abril de 2026, ao assistir o “Jornal Hoje”, soubemos da promoção à General da Militar Doutora Cláudia Lima Gusmão Cacho, primeira mulher a alcançar o Generalato.
Feito digno de ser cantado em verso e prosa!


Assim, nos lembramos de crônica que elaboramos e reproduzimos na introdução do 36º do Grandes Nomes da Terra Vargengrandense, em 15 de março de 2022, que segue “ipsis literis”, portanto há quatro anos.


“Talentos perdidos”
A discriminação da mulher provocou a perda de muitos talentos, e, infelizmente, ainda hoje ocorre.


Ao escutarmos o desastroso e infeliz comentário do Procurador Geral da República, que diminuiu o papel das mulheres, ao limitá-las a escolha do esmalte e dos sapatos, no dia “8 de março”, muito bem rebatido pelas grandes jornalistas Natuza Nery e Andreia Sadi, no dia seguinte, lembramos como a discriminação nos levou a perder talentos.
Para exemplificar, voltemos a uma quinta-feira de 1977 ou de 1978, quando assistimos à fenomenal peça “Esperando Godot”, no “Teatro FAAP”, localizado na capital do Estado, na companhia de Darcy Pereira Poggio e da amiga Marisa, vizinha de Beatriz Pereira Poggio Cortez.


Cumpre efetuar um parêntese para mencionar que Darcy assistiu muitas peças teatrais de qualidade, junto com sua grande amiga Genny Koon Campos (prima da “Dona Zinha Cordeiro”), quando morou em Campinas (exemplo: a inesquecível: “Chuva”) e dela herdamos o amor pelo teatro, com muito orgulho.
Recordamos com clareza da brilhante atuação da equipe, com Lilian Lemmertz e Eva Wilma nos papéis principais, da participação de Lélia Abramo e de outros personagens, todas caracterizadas como “homens”.


Durante o desenrolar da peça, as atrizes coadjuvantes passavam e dialogavam com os dois “homens” (representados por Lilian e Eva), sentados à beira da estrada.
Em dado momento apareceu a atriz Lélia Abramo, que puxava outra atriz por uma correia atada em seu pescoço, a qual andava toda torta, e durante a parada mantinha a posição muito desconfortável.


Ainda, ficava muda até ser autorizada a falar por Lélia, quando disse longo texto sem interrupção e sem dar mostras de parada para respirar.
Após a peça conversamos sobre a atuação das artistas, e claro que focamos na atuação de Eva Wilma e na Lilian Lemmertz.


Já, Darcy, com seu aguçado senso artístico, chamou a atenção para a dificuldade do papel da atriz que era conduzida por Lélia Abramo (longos minutos em posição toda torta, declamação de longo texto sem pausa, etc….), no que tive que concordar.


Feita a introdução, destacamos que Darcy Pereira Poggio, seria uma Grande Crítica de Teatro/Televisão, porém naqueles anos 1940/1950, as mulheres não podiam exercitar seu talento.
Foi uma perda para a crítica artística, vítima da discriminação, que infelizmente ainda acontece”.

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