Dia dos professores: Rose Lodi e sua dedicação aos alunos

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Rose Lodi e sua dedicação aos alunos

Neste domingo, dia 15 de outubro, é comemorado o dia dos professores e para celebrar a data, a Gazeta de Vargem Grande traz nesta edição, a história de uma mulher que dedicou 36 anos de sua vida à educação infantil. Já aposentada Rosemara Lodi, a tia Rose, contou sua trajetória à reportagem.

Rose trabalhou 36 anos como professora de educação infantil, ingressou na prefeitura no ano de 1980 e começou a dar aulas na Escola Estadual Gilberto Giraldi, que na época cedia uma sala para o município no final da escola. Lá, Rose foi para ficar quatro dias como professora substituta e permaneceu durante três anos. Ela contou que mais tarde, foi professora dos filhos destes primeiros alunos, o que a deixou muito emocionada.

Depois dessa experiência, Rose atuou como professora da extinta escola Olga Pereira Fontão, atual creche Dona Cezarina, e eventualmente em algumas salas até a inauguração da EMEI Padre Donizetti, em 1985, mais precisamente em 10 de outubro daquele ano, na gestão do prefeito Alfeu Rodrigues do Patrocínio, onde hoje fica a Guarda Municipal. Lá trabalhou de 1986 e só saiu por pouco tempo no ano de 2002, quando atuou na escola Darci Troncoso Peres por seis meses e retornando a Padre Donizetti em seguida, onde se aposentou.

No contra período, Rose também trabalhou na escola Henrique de Brito Novaes durante um ano. Foi coordenadora da extinta escola Gilda Bastos por quatro anos, do ano de 2006 até 2010, e também trabalhou na escola D. Pedro II por cinco anos, sempre na educação infantil e permanecendo na Padre Donizetti em período integral de 2011 a fevereiro deste ano.

A ligação com a escola Padre Donizetti ainda é forte para Rose. Atualmente ela ainda visita a unidade, para contar histórias aos alunos como voluntária.

Ao ser questionada sobre como ela vê os professores de hoje em dia e os desafios do magistério, Rose comentou que é difícil generalizar o professor, tanto o de hoje como os de antigamente. Ela relatou que conhece excelentes professores e outros que se esforçam para um dia serem bons. Que é preciso estar empenhado na sua proposta de trabalho para ser um bom professor e não na proposta alheia, trocar ideias e pedir ajuda sempre faz parte da rotina de professor, e quando se tem certeza que está dando certo, não mudar, convencer seus colegas e amar o seu trabalho.

Ela relatou que hoje existem professores que trabalham mediante o seu holerite, não se recorda dos holerites de 20 anos atrás ou um pouco mais, mas não haviam rodinhas de professores os conferindo. Era diferente, mas os alunos e alguns pais também eram e a professora sente saudade desta época.

A Gazeta também perguntou a Rose quais dicas ela daria pra quem pretende se tornar um professor. “Ame seu trabalho e ame seus alunos. Respeite seus alunos e colegas de trabalho, aprecie sua aula. Sinta-se realizado todo final de aula. Quando isto não acontecer reveja o seu dia e sua aula e tente sem desanimar, reorganizar seus pensamentos, seus sentimentos e seu coração. Faça muita oração pedindo a Deus proteção e discernimento neste caminho que você escolheu que é só teu e saboreie cada minuto, porque o tempo é necessário para visualizarmos os nossos próprios defeitos e termos a oportunidade de aprender todo dia na companhia de gente tão pequena que tanto te ensina! Isso é ser um professor de educação infantil”, disse.

A ligação de Rose com o magistério ainda continua em sua casa. Sua filha, Nicole Geremias dos Santos, mãe da pequena Luísa, seguiu os seus passos e hoje em dia também é professora de educação infantil. Ao fim da entrevista, Rose agradeceu ainda aos seus seus “eternos professores”, o casal Márcia e Flávio Iared, com os quais ela disse que aprendeu muito

Fotos: arquivo pessoal

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