Vargengrandense relata como Austrália tem enfrentado o novo coronavírus

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Guilherme mora em Sydney há dois anos. Foto: Arquivo Pessoal

A pandemia de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, já atingiu mais de 1,7 milhão de casos positivos em todo mundo, resultando na morte de mais de 109 mil pessoas. Cada país tem adotado medidas para conter a doença e a Gazeta de Vargem Grande vem publicando há algumas semanas o relato de vargengrandenses que moram fora do Brasil para contar como cada governo tem lidado com o avanço da doença.
Na Asutrália, até o sábado, dia 11, 6.315 pessoas já haviam contraído a doença e 60 pacientes haviam morrido de covid-19. O estudante vargengrandense Guilherme Fortini Coracini mora em Sydney há 2 anos e relatou que os primeiros casos no país foram confirmados no início de março.
Ele contou à Gazeta, que no início, não houve alarme. “Como a cultura australiana é bem racional, organizada e realista, não houve pânico de imediato”, ressaltou. “Eu particularmente não fiquei preocupado, pois estava viajando pela Indonésia. Somente quando voltei que percebi algumas pessoas falando sobre o vírus”, disse.
Ele contou que o cenário começou a se agravar. “A situação se tornou mais grave a partir do momento que pessoas começaram a morrer e o governo anunciou que os estabelecimentos teriam que ser fechados. Então eu realmente percebi que em breve iria perder meu emprego. Medidas de controle mais restritas foram implementadas cada vez mais. Milhares de desempregados e amigos voltando para seu país de origem”, disse.
“A quarentena começou mesmo no final de março, por volta do dia 24. Voos sendo barrados, viajantes tendo que fazer isolamento e grupos de pessoas proibidas de ficarem próximas por menos de 1,5 metro”, comentou o estudante que também ficou sem emprego.
A quarentena afetou o dia a dia da maior cidade australiana, observou Guilherme. “Cidade fantasma, fluxo de pessoas e veículos reduzido ao extremo, ruas vazias, comércios vazios, pequenos negócios fechando as portas. Não há mais pânico, porém a energia das pessoas está menor, sentem-se desmotivadas. O dia a dia da maioria é ficar dentro de casa e sair apenas para atividades físicas e compras de itens de necessidade básica”, contou.
“Até o momento, não há temor de crise econômica na Australia, o pais esta bem organizado financeiramente e não existe uma crise de saúde pública, pois há recursos para todos os doentes”, afirmou.
O estudante contou como tem usado seu tempo livre na quarentena. “Aprendendo milhares de coisas diferentes, lendo e estudando muito, fazendo atividade física e comendo de forma mais limpa e natural. Desenvolvendo novos hábitos pois acredito que neste tempo de turbulência há grande oportunidade para transformações. Meditação diária me mantém alinhado e focado”, contou, lembrando que sente muita falta de trabalhar e ir à praia.
Sobre a família que está em Vargem, Guilherme contou que mantém contato com frequência e fala ao celular todas as semanas para ter notícias sobre o estado de saúde e segurança de todos.
“Gostaria de pedir a todos que estão lendo este depoimento, por favor usem este momento de crise para repensarmos em nossas vidas, atos, comportamentos e principalmente em nosso planeta. Pessoas estão morrendo devido a escolhas erradas que o ser humano fez no passado. Estamos sofrendo as consequências de nossos atos, maus tratos aos animais e plantas. Lembre-se, temos o livre-arbítrio para pensar, escolher e agir”, disse.
“Neste momento, o planeta Terra esta respirando mais, a natureza esta sorrindo. Veja que contraste”, afirmou.
“Minha consideração final é compartilhar esta mensagem e que todos possamos viver com mais união e amor, aprendamos a lição de uma vez por todas”, disse.

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