Asas para voar

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Maria Rosa Campos de Andrade

Dia desses chegou às minhas mãos as seguintes palavras do Dalai-Lama: “Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar”.
Nesse domingo de maio que comemoramos o Dia das Mães, achei de valor tecer considerações sobre o tema.
Toda mãe amorosa que vê seus filhos crescidos, indo pra escola pela primeira vez, sabe da dor quando a professora pega pela mão seu filhote querido, o leva pra sala de aula e ele todo feliz dá apenas um adeusinho.
Ela preferiria ser a mãe daqueles que aos berros se recusam a sair de perto da mãe.
Pior ainda vai ficando a situação, quando o moleque ama de paixão sua professora e fala dela o dia todo.
Passa o tempo e chega a hora em que ele bate asas e vai estudar fora, na maior felicidade.
Segue-se o casamento e a divisão definitiva. Ele vai ter sua própria casa, na mesma cidade ou não.
Quando a mãe já está curada do grude com o filho, nessa pandemia que devolve muitos filhos para o “home-office” na casa dos pais, o estrago está feito.
Esse prólogo foi pra introduzir as palavras de Khalil Gibran que deve ajudar as amorosas mamães a cair na real.
Meu carinho a todas as mães, sejam elas de que tipo for, nesse ano atípico de 2021.

Khalil Gibran:
“Teus filhos não são teus filhos.
São filhos e filhas da vida, anelando por si própria.
Vem através de ti, mas não de ti. E embora estejam contigo, a ti não pertencem.
Podes dar-lhes amor, mas não teus pensamentos. Pois que eles têm seus pensamentos próprios.
Podes abrigar seus corpos, mas não suas almas. Pois que suas almas residem na casa do amanhã. Que não podes visitar se quer em sonhos.
Podes esforçar-te por te parecer com eles, mas não procureis fazê-los semelhante a ti. Pois a vida não recua, não se retarda no ontem.
Tu és o arco do qual teus filhos, como flechas vivas, são disparados.
Que a tua inclinação na mão do Arqueiro seja para alegria”.

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