Tentativa de golpe com eliminação de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes é manchete no Brasil e no mundo

Bolsoraro é indiciado pela Polícia Federal

Ex-presidente Bolsonaro e mais 36 pessoas são indiciados pela Polícia Federal por tramar golpe contra democracia

O que já era comentado e discutido abertamente nos meios de comunicação, a tentativa de um golpe de Estado com a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022 para impedir a posse do presidente eleito Lula (PT), acabou vindo à tona esta semana com os relatórios da Polícia Federal, que após um minucioso trabalho investigativo, indiciou Bolsonaro e mais 36 pessoas, a maioria militares, “sob suspeita dos crimes de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa”.
Entre os militares, além de Bolsonaro que é capitão reformado, estão sete generais Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, Mário Fernandes, Estevam Theophilo, Nilton Diniz Rodrigues, o tenente-coronel Mauro Cid e o almirante Almir Garnier Santos. Também o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto consta da lista dos indiciados pela PF, além de outras autoridades como ex-ministros do governo de Bolsonaro e militares de outras patentes.
O inquérito agora será enviado ao ministro relator do caso no STF, que é o ministro Alexandre de Moraes e à Procuradoria Geral da República (PGR) que decidirá se vai denunciar tanto Bolsonaro, como também os outros indiciados. Se forem denunciados, eles viram réus e passarão a ser julgados pelo STF, podendo ser condenados ou não.
Inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral por ataques ao sistema eleitoral, Bolsonaro que já foi indiciado em outros dois inquéritos da PF, nos casos das joias e falsificação do cartão de vacinação, se processado e condenado por todas as acusações que lhes pesam, poderá receber pena de até 28 anos de prisão.
O golpe de Estado que teria consequências trágicas para o Brasil só não prosperou, segundo a PF, devido ao racha na cúpula das Forças Armadas, com o comandante do Exército na época, general Marco Antônio Freire Gomes se recusando a aderir ao golpe, inclusive ameaçando de prender Bolsonaro se a quartelada fosse adiante.
Na sua defesa, Bolsonaro que é tido como chefe da conspiração, disse esta semana que Moraes “prende sem denúncia e que a luta pela sua absolvição vai começar de fato quando o inquérito for levado à PGR.

Militares discutiram a morte de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes
Com base nas investigações, a Polícia Federal prendeu na terça-feira, dia 19, o general de reserva Mário Fernandes, da tropa de elite do Exército Brasileiro, conhecido como “kids pretos”, além dos militares Hélio Lima, Rafael de Oliveira e Rodrigo de Azevedo e também Wladimir Soares da Polícia Federal.
Pesam contra eles a suspeita de planejar a morte em 2022, do presidente eleito Lula (PT), do vice Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes. A trama tinha o objetivo, segundo a Polícia Federal, de manter Jair Bolsonaro no poder. Ela foi discutida na casa do general de reserva e ex-ministro Braga Neto, que foi vice na chapa de Bolsonaro, derrotados por Lula nas eleições de 2022.
A polícia nas suas investigações apurou que os acusados debateram como seriam mortos o presidente Lula e Alckmin por envenenamento e Alexandre de Moraes por envenenamento também, ou com explosivos. O planejamento do crime chamado “Punhal Verde Amarelo” visava matar Lula e Alckmin “para extinguir a chapa presidencial vencedora do pleito de 2022” e Moraes pela sua atuação na época no comando do Tribunal Superior Eleitoral.

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