Devoção sem barreiras

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A vargengrandense Verônica Argento Galbier, de 47 anos, é tão devota à Nossa Senhora Aparecida, que fez uma página na rede social Instagram dedicada a ensinar sobre as titularidades da padroeira do Brasil, a @quemenossasenhora.
A ideia surgiu a partir da leitura do livro Nove Meses Maria, do padre Luis Erlin, que fala sobre a gravidez de Nossa Senhora. “É de um padre amigo meu, tenho o contato e sempre converso com ele. Fui até convidada para participar do programa dele, mas ainda não me sinto preparada”, disse.
Ela falou sobre este perfil, criado em julho. “É tudo ligado a Ela, porque cada vez que você estuda um pouquinho sobre Nossa Senhora, aparece mais informações. Eu acredito que esse projeto vai durar uma média de três anos, cada dia falando de uma Nossa Senhora”, contou. Verônica explicou que não aborda os milagres de cada uma das titularidades, pois são muitos. “Eu apenas estou aprendendo quem são as Nossas Senhoras, como os nomes apareceram, de onde surgiram suas titularidades”, explicou.
Ela contou que a curiosidade em saber mais sobre a mãe de Jesus, foi o que motivou o projeto. “Comprei um novo livro chamado ‘Maria poderia ter dito não’ e mais um sobre a titularidade de Nossa Senhora e fui ficando curiosa. Quem era a mãe de Jesus? Vamos aprendendo sobre Ela tão menina, tão criança, se tornando mulher pra poder receber o verbo divino, que pensei que tinha que aprender mais sobre Ela”, falou.

Nossas Senhoras
Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora Aparecida, essas são apenas algumas das titularidades da Mãe de Jesus.
“Pesquisando, vi que são várias e pensei que se eu posso aprender, também posso mostrar para as pessoas aprenderem juntas. Assim, a página nasceu: eu querendo aprender e aprendendo um pouquinho junto com todo mundo, porque Ela é simplesmente maravilhosa e perfeita”, completou.

Desenvolvimento
Verônica contou que entra em contato com os Santuários e paróquias brasileiras para fazer as publicações. “Eu tenho postado e geralmente marco o santuário respectivo da titularidade. Por exemplo, se eu falo sobre Nossa Senhora da Penha, eu marco o Santuário de Nossa Senhora da Penha, do Rio de Janeiro, além de entrar em contato com eles”, explicou.
Ela também inclui as orações a cada titularidade e para isso, muitas vezes precisa entrar em contato com os santuários, pois não são todas as orações que estão disponíveis na Internet. “Quando eu sei que é uma paróquia do Brasil, pego o telefone na internet, ligo e solicito a oração e eles me enviam ou por e-mail ou pelo WhatsApp”, contou. “Quando são orações internacionais, como Nossa Senhora do Nilo e Nossa Senhora de Kibero, pesquiso em sites através de tradutores”, disse.

No Instagram, Verônica pesquisa e divulga titularidades de Nossa Senhora


“Então, as orações que publico não são inventadas, são de páginas de seus respectivos países. E são tantos lugares bonitos nesse mundo tão grande”, afirmou. Ela ainda pesquisa em outros lugares, para confirmar se a oração é realmente a que encontrou.

Romaria
Verônica lembrou ainda que é a responsável pela criação da Romaria Nacional do Terço das Mulheres. “Os homens tinham romaria e qu brincava perguntando por que eles têm e as mulheres não? Então, entrei em contato em Aparecida e formei a primeira Romaria Nacional do Terço das Mulheres”, disse, comentando que também tem projetos para a Romaria.
Verônica contou que com a pandemia, infelizmente não pôde visitar o Santuário neste ano. Para ela, o fechamento de Aparecida para o público foi um momento triste. “A última missa que teve foi a missa que as mulheres estavam lá e eu não pude ir, porque faço parte do grupo de risco. E isso tá me incomodando muito, porque quero muito voltar”, afirmou.
Mesmo morando na Vila Polar, que é da área da Paróquia de Santo Antônio, Verônica contou que assiste aos domingos a missa em Aparecida. “São as missas que eu assisto porque a minha identificação é muito grande. Não sei explicar, sei que simplesmente essa devoção é bonita demais, é grande demais”, comentou.
Verônica contou sobre a primeira vez que foi ao Santuário. “Foi em 2005, eu estava grávida do meu terceiro filho, o Felipe. E é engraçado que nem era pra eu ter ido. Olha como Nossa Senhora chamou a gente pra lá: estava indo pra praia com a família e o carro quebrou”, disse.
Da onde o carro quebrou, ela contou que dava pra ver a basílica. Enquanto esperavam ajuda, ficaram em Aparecida e prolongaram a estadia. “Chegamos na sexta-feira e ficamos até terça. Conhecemos boa parte da basílica, a cidade, tudo”, contou.

Leia mais: Devoção à Nossa Senhora leva vargengrandenses ao Santuário anualmente

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